Fernando Alonso é uma das referências da F1. Basta ver que um piloto que não vence uma corrida há quase dez anos e fez apenas um pódio desde 2015, movimenta tanto interesse mediático e desportivo. O exemplo da sua mudança da Alpine para a Aston Martin e o interesse que isso motivou, mostra o peso do piloto na F1. Alonso é bicampeão, o que já é um feito só por si, mas podia ser mais… bem mais.
Há um número que podia fazer a diferença: 11. O número de pontos que faltou a Alonso para ser pentacampeão. Apenas 11 pontos. Em 2007 ficou a 2 pontos do título ( Kimi Raikkonen foi campeão com 110 pontos e Alonso ficou com os mesmo pontos de Lewis Hamilton, 109 – precisava de dois pontos para vencer) , em 2010 ficou a 5 pontos (Sebatian Vettel terminou com 256 e Alonso com 252 – quatro pontos de diferença, cinco para conseguir conquistar o título) e em 2012 ficou a 4 pontos do primeiro lugar (Sebastian Vettel terminou com 281 e Alonso ficou com 278). São 11 pontos (atendendo aos fatores de desempate), que faltaram ao piloto de Oviedo para conquistar o pentacampeonato.
É uma estatística que revela o quão perto Alonso ficou de ser uma referência ainda maior da F1. Alonso é conhecido por decisões de carreira erradas, mas é justo dizer que fez muito, nem sempre com o melhor carro. Dificilmente conseguirá mais um título (sair tricampeão seria justo, olhando ao seu talento) e esta opção de ir para a Aston Martin não deverá facilitar esse objetivo. Mas se lembrarmos a distância a que Alonso ficou do pentacampeonato facilmente chegamos à conclusão que Alonso podia ter sido ainda maior do que é.









