Nos últimos dias, a Alpine tem recebido ‘mensagens’ de todos os lados. Especialmente após o acordo entre Fernando Alonso e a Aston Martin e surpreendente ‘nega’ que a equipa de Enstone levou de Oscar Piastri, depois do piloto ter sido dado como confirmado para 2023.
Foi precisamente da Alpine que Guanyu Zhou partiu há um ano atrás. O primeiro piloto chinês na história da Fórmula 1 foi formado pela academia da Renault e pilotou pela Alpine em vários testes, mas compreendeu que o seu futuro deveria ser fora da equipa francesa. O exemplo de Piastri ajudou-o a tomar a sua decisão.
O asiático admite que já não tem quaisquer laços com os gauleses. “Eles libertaram-me completamente. Tudo funcionou muito bem, porque o meu contrato terminou no final do ano passado e era nossa decisão continuar ou não, mas depois surgiu uma oportunidade com a Alfa Romeo. Portanto, o acordo foi definitivamente não continuar com a Alpine, porque não vi nenhum lugar onde pudesse ser a escolha para o próximo ano ou para este ano. E a Alfa Romeo e a Alpine são marcas que competem entre si, não só na Fórmula 1, mas em geral”, disse à Racer.
Zhou confessa que olhou para o que aconteceu a Piastri, que depois de ganhar a F2 em 2021 passou todo o ano de 2022 de lado e apenas como piloto de testes. “Não foi fácil sair da Alpine, mas estou muito feliz por tudo ter corrido bem porque se eu estivesse mais um ano fora, estaria um pouco ‘enferrujado’, o mesmo que agora acontece com Oscar. Não era a melhor coisa para mim. Sinto que houve aqui uma oportunidade, por isso fui atrás dela, e penso que foi uma decisão muito boa”, admite.
Zhou diz que se libertou mentalmente e que vai em busca de mais. “Acho que ninguém o pode imaginar, porque eu estava a enfrentar a pressão dos comentários enquanto ainda estava a correr na F2, tentando lutar pelo título. Isso deitou-me um pouco abaixo, mas não me impediu de me mostrar na F1 e isso é o mais importante”, concluiu o piloto de 23 anos.
Por Eduardo Moreira











