O responsável máximo da Scuderia Ferrari não aceita que o problema maior da sua equipa tenham sido as tomadas de decisões erradas durante o GP da Hungria. Charles Leclerc criticou a utilização do composto duro dos pneus da Pirelli durante a corrida, mas Mattia Binotto pensa que independentemente da escolha dos pneus, faltou ritmo e velocidade aos dois F1-75 para acompanhar os monolugares adversários.
“O realmente nos faltou hoje foi velocidade e ritmo”, disse Binotto em declarações ao Racefans.net “Não creio que pudéssemos ter ganho hoje. “A razão não sei, porque é a primeira vez nas primeiras 13 corridas que de qualquer forma não tínhamos a velocidade para vencer. Portanto, precisamos de analisar primeiro isso, em termos de desempenho, para compreender. Tenho quase a certeza vamos perceber o porquê do carro não funcionar corretamente”.
O responsável, à semelhança do que disse Carlos Sainz à SportTV, acredita que a temperatura mais baixa durante a corrida teve impacto no desempenho do F1-75. “Condições diferentes, muito mais frescas, mas em geral hoje a velocidade não foi suficientemente boa e quaisquer que fossem os pneus que usássemos, não creio que fossemos tão bons como esperávamos e queríamos”.
A troca para os pneus duros no segundo pitstop de Leclerc apenas aumentou os problemas, pensa Binotto. “Foi ainda pior com os [pneus] duros. Quando montamos os duros a nossa simulação dizia que seriam algumas voltas dificeis durante o aquecimento. Seria mais lento do que [os pilotos] com médios durante 10, 11 voltas, mas depois melhoravam e seria mais rápido no final do ‘stint'”, explicou o chefe de equipa da Ferrari, acrescentando que tinham planeado um turno de condução de 30 voltas, o que seria muito para montar imediatamente pneus macios, sublinhando ainda que: “estávamos a tentar proteger a posição do Max. Teriam sido muitas voltas certamente, para os macio. A nossa escolha e a nossa análise era que [os pneus duros] teriam um começo de ‘stint’ difícil, sim, mas que seriam melhores no final”.
Como exemplo, Binotto afirmou que Sainz estava na mesma estratégia de Lewis Hamilton, mas terminou quase 10 segundos atrás do piloto da Mercedes. “Por isso o carro hoje não estava a ter um bom desempenho. E se o carro não está a ter um bom desempenho, não faz os pneus funcionarem tão bem como deveriam, e certamente não os pneus duros”, concluiu Binotto.









