Por Eduardo Moreira
O Grande Prémio da Hungria foi, uma vez mais, um autêntico desastre para os homens da Ferrari, com Carlos Sainz a fechar em 4º e Charles Leclerc, que até estava na luta pela vitória, terminando em 6º.
A Ferrari optou por parar Leclerc pela segunda vez à volta 40, colocando-lhe pneus duros que demonstraram ser uma péssima escolha na corrida de hoje. Mais tarde, à volta 55, voltaram a parar o monegasco para substituir os pneus duros por macios.
Ou seja, os pneus duros nunca entraram na janela de tempos esperada, só permaneceram 15 voltas em pista e demonstraram ser uma enorme aposta falhada pela equipa italiana.
Charles Leclerc não estava nada feliz com a estratégia da equipa, dizendo que não estavam reunidas as condições para usar o composto de pneus duros.
“O carro estava bom. Os pneus médios estavam bons na corrida, os macios também eram bastante bons, os pneus duros foram os piores pneus com que alguma vez já corri, provavelmente. Não estavam as condições certas para colocar esses pneus”, refere Leclerc, muito ciente da péssima estratégia da equipa.
“Senti que houve bastantes equipas que não tentaram os pneus duros, e não optaram por eles porque não havia o sentimento geral no carro de que estavam reunidas as condições para colocar os pneus duros. Precisamos mesmo de saber qual foi o pensamento por detrás [da escolha da Ferrari]”, acrescenta Leclerc.
Leclerc lamenta a troca de pneus e diz que a quebra de ritmo é culpa dos compostos de pneus duros:
“Honestamente, o ritmo estava do meu lado, eu estava bastante feliz, a única coisa que é a que todos se irão lembrar foia última parte da corrida, que foi um desastre para mim, especialmente os duros, foi por isso que perdi basicamente a corrida: perdi 20 segundos com a paragem, outros talvez seis segundos em cinco voltas com dificuldades nos pneus. Sim, foi aí que perdemos a corrida”.
“Eu fui bastante expressivo no radio para manter os pneus médios, eu estava feliz com eles, mas lamentavelmente optámos pelos duros pelo que precisamos de falar com a equipa para perceber qual foi a razão por detrás disso”, diz Leclerc, criticando a própria equipa.
“Agora é tempo para reiniciar, mas também de melhorar”, completa o piloto monegasco.
Charles Leclerc concluiu dizendo que tinha ritmo para vencer a corrida se a equipa tivesse optado por outra estratégia:
“Se ganhávamos ou não é outra história, mas definitivamente tínhamos ritmo para vencer”.









