Os destaques desta corrida são claramente a vitória improvável de Max Verstappen, vindo do 10º lugar da grelha numa das piores pistas em que isso pode suceder, o Hungaroring, o bom momento da Mercedes, que continua claramente em crescendo e mais uma possível vitória deitada fora pela Ferrari com decisões estratégicas muito questionáveis.
Verstappen brilhante
Max Verstappen superou a perda de potência do motor do seu RB18 na qualificação e do consequente 10º lugar na grelha, e ainda de um pião quando perseguia o primeiro lugar da corrida, vencendo de forma absolutamente arrasadora alargando para 80 pontos a sua margem no campeonato. O segundo pitstop da Red Bull foi decisivo, na volta 39, colocando pneus médios que muitos julgavam não durar o suficiente. Todos se enganaram, menos a Red Bull. Mesmo com um pião de 360 graus, Verstappen, que já tinha passado Leclerc uma vez voltou a fazê-lo, e com a mesma facilidade.
Sergio Pérez, no outro Red Bull, foi quinto, numa corrida morna, mas tendo em conta o que fez Verstappen, a Red Bull nem se deve ter ralado muito.
Mercedes a crescer
Lewis Hamilton encabeçou um Mercedes 2-3 num fim de semana em que George Russell obteve a sua primeira pole na F1. O inglês liderou 30 voltas, e depois foi capaz de suplantar os Ferrari, cedendo o seu segundo lugar a Hamilton já muito perto do final da corrida, pois Hamilton tinha os seus pneus macios em bom estado e tirou partido disso.
ainda falta algo à Mercedes, mas esta é claramente uma equipa diferente da que víamos há algumas corridas mais atrás. Segundo duplo pódio consecutivo para a Mercedes…
Ferrari de mal a pior
O que se viu na primeira parte da corrida não deixava antever o descalabro que foi a segunda metade. Leclerc, que tinha ultrapassado Russell na liderança da corrida com um movimento espantoso à por fora de Russell na zona de travagem da Curva 1 na volta 31 de 70, mas no seu segundo pitstop, a Ferrari optou por colocar-lhe pneus duros enquanto Russell e Verstappen estavam em médios. Erro crasso. O que a equipa devia ter feito era prolongar ao máximo essa segunda paragem até que Leclerc pudesse fazer o último stint de pneus macios. Para nós é agora fácil ver o que a Ferrari fez mal, mas ninguém na equipa o percebeu antes e isso foi fatal…
Isso permitiu a Verstappen apanhar facilmente Leclerc e passá-lo e fugir. Aliás, passá-lo duas vezes com um ‘360’ pelo meio…
A ‘coisa’ foi tão má que depois de Leclerc ter sido passado por Russell a equipa chamou-o para uma terceira paragem para os pneus macios. Isto retirou-o da luta do pódio e levou-o até ao sexto lugar.
Carlos Sainz nunca conseguiu dar grande luta a George Russell, e teve de se contentar com o quarto lugar, à frente de Sergio Perez.
Altos e baixos na McLaren
Lando Norris fez uma corrida calma ao sétimo lugar depois do seu principal rival, a McLaren, Alpine, ter cometido o mesmo erro que a Ferrari no início da corrida ao montar os pneus duros em ambos os seus carros nos primeiros pitstop.
Daniel Ricciardo rodava atrás do seu companheiro de equipa, mas também fez uma mudança totalmente falhada para pneus duros, o que contribuiu para o 15º posto em que terminou.
Alpine errou nos pneus
Como já referimos, a Alpine cometeu o mesmo erro da Ferrari. Alonso e Ocon foram inicialmente ultrapassados pelos Aston Martin mas conseguiram recuperar para ocupar o oitavo e nono lugares, igualando a contagem de pontos da corrida de McLaren em virtude do mau resultado de Ricciardo, que deu um toque em Lance Stroll na Curva 2 e sofreu uma penalização de cinco segundos, caindo na classificação.










