É simples a explicação para a derrota da Ferrari. Em primeiro lugar, o grande erro da Scuderia foi menosprezar o que valiam em tempo os pneus intermédios, numa pista a secar
rapidamente. Sergio Perez foi às boxes na volta 16, colocar intermédios, e Charles Leclerc só o fez uma volta depois, o suficiente para o mexicano passar para a frente da corrida, pois os intermédios nessa volta fizeram toda a diferença.
A Ferrari perdeu Charles Leclerc na luta da frente, mas ainda tinha Carlos Sainz que quando saiu das boxes com pneus slicks apanhou Nicholas Latifi, perdeu algum tempo até passar o piloto canadiano e esses breves momentos foram muito significativos no facto da Ferrari perder a corrida, tal como explicou Sainz: “tomamos a decisão certa em trocar para os slicks, mas na minha volta de saída fiquei atrás de um carro atrasado, que me custou a corrida. Conseguem entender a frustração porque uma volta de saída limpa teria conseguido a vitória hoje, mas às vezes é desapontante”, explicou Sainz.
Depois dele e Pérez irem às boxes era o mexicano que liderava, o ‘undercut’ tinha sido feito.
Com dois carros bem colocados na grelha de partida, a Ferrari ‘conseguiu’ perder esta corrida.
Contudo, não se pode atribuir somente a isso, pois Pérez fez uma ‘in-lap’, depois de ter trocado de pneus, fantástica. Viu-se na frente e logo ali se percebeu que iria vencer.
Se há alguém que se sabe defender bem, é ‘Checo’ Pérez, ainda mais no Mónaco.
houve outro pormenor que não ajudou a Ferrari: os homens da Scuderia pensavam ter tempo para trocar pneus a ambos os pilotos na mesma volta, para não ter de atrasar Leclerc, mas Sainz tinha pneus tão maus que o seu tempo foi alto o suficiente para tornar essa manobra possível sem perdas. Quando avisaram Leclerc, já era tarde demais.
Portanto, havendo razões, também houve azar a mais…
Bastava que Xavier Padros gritasse na rádio alguns segundos antes. Pelo menos, Leclerc não perderia o terceiro lugar.











