Adrian Newey é considerado um dos maiores génios do desenho de monolugares de F1. O seu vasto currículo conta com 12 carros que permitiram títulos, sejam eles de construtores ou pilotos. Um número impressionante e que promete não ficar por aqui.
Na sua mais recente entrevista ao The Race, Newey falou de Max Verstappen e da sua fama de ser demasiado agressivo o que considerou algo injusto:
“O que é óptimo no Max é que se sabe sempre do que o carro é capaz porque ele entra sempre nele e torce-lhe o pescoço”, disse Newey. “O seu feedback é bom, ele está muito consciente do que os pneus estão a fazer e de como os gerir. Penso que a sua reputação de ser demasiado agressivo é injusta. Provavelmente, no Brasil, no ano passado, foi um pouco malandro. Na Arábia Saudita foi um idiota. Penso que ficou frustrado por Lewis não o ter ultrapassado, mas mesmo assim não lhe devia ter feito o brake test. Mas Silverstone para mim foi uma clara falta profissional [de Hamilton] e as pessoas parecem ter a memória curta. Elas rotulam um indivíduo e leva tempo para que isso desapareça.”
Quanto ao trabalho com Max Verstappen, Newey elogiou o neerlandês e comparou o seu método com o de Max Verstappen:
“É muito fácil de trabalhar com ele, é muito aberto. Pede-se-lhe que faça coisas e ele tentará sempre. Sebastian era muito, muito detalhado na sua análise pós-sessão”, explicou Newey. “Os debriefs demoravam bastante tempo. Seb ficava muito tempo à noite, passando por vídeos onboard, dados, falando com o seu engenheiro. Era isso que funcionava para ele, não é uma crítica. O Max não é tão extremo, está mais no meio. Daniel [Ricciardo] e Max são bastante semelhantes em termos de feedback e abordagem aos debriefs”, acrescentou Newey. “Eles são bons porque se concentram nas coisas que é preciso saber. E não se importam se tivermos alguma questão a colocar para eles elaborarem. Muito fáceis de trabalhar”.










