É difícil avaliar as decisões da comissão de Fórmula 1 da FIA anunciadas ontem. As alterações regulamentares ainda terão de ser sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel, mas apoiar ou criticar o que resultou da reunião é complicado.
Na maioria dos pontos, percebemos que o que está por trás da decisão é melhorar as corridas e isso só pode ser bem recebido, no entanto falta saber como se fará.
Analisando as decisões sobre o chassis, constatamos que os objetivos da Comissão são “reduzir as dimensões dos carros” e “reduzir ou conter a massa do carro”. Não podemos criticar estes dois objetivos, já que se as corridas de 2022 estão a ser bem disputadas e conseguimos ver com estes carros uma melhor capacidade de perseguir o adversário da frente, também é verdade que se nota bem os “monstros” que estes carros são. Não são tão ágeis nem velozes, como é óbvio. Muitos defendem que carros maiores não são tão bons para o desporto, tornando mais difícil as lutas roda a roda e as ultrapassagens devido ao facto de haver menos espaço, e gostariam que carros mais pequenos, facilitando um pelotão mais compacto e corridas tipo MotoGP, onde as ultrapassagens são mais frequentes e as corridas mais excitantes (também) por causa do tamanho das motos. No entanto, como se pode retirar peso a estes monolugares sem sacrificar a segurança ou o espaço para acomodar as unidades motrizes? Chamamos a atenção para os termos “reduzir ou conter” que foram divulgados. É uma forma de prometer algo que pode depois ser ou não exequível.
No geral, os objetivos da comissão foram bem pensados e tocam nos pontos mais importantes, mas há pormenores que terão de ser melhor explicados.











Os desejos da FIA parecem os discursos de paz no mundo de uma miss qualquer.
Vão eliminar as baterias e MGU’s para tornar os carros mais leves e pequenos? Ainda agora aumentaram drasticamente às rodas (e por conseguinte toda suspensão).