O regresso de Las Vegas ao calendário da F1 está a ser recebido de forma calorosa. Las Vegas era um dos possíveis palcos da F1 e já há muito que havia movimentações e rumores de que Vegas poderia entrar no calendário. Está agora confirmado com a entrada garantida para 2023.
Não é a primeira vez que a F1 visita Las Vegas, com visitas em 1981 (pole para Carlos Reutemann e vitória para Alan Jones) e em 1982 ( pole para Alain Prost e vitória para Michele Alboreto).
Mas o traçado da pista será diferente desta vez, passando pela famosa Las Vegas Strip, onde se localizam os grandes hotéis e os famosos casinos que fazem de Las Vegas um local único. O traçado terá 6.12 km de comprimento e foi pensado depois de 31 variações terem sido estudadas. Será a segunda pista citadina mais longa do mundo, logo atrás de Jidá, que entrou no calendário em 2021. No entanto, apesar de ser um pouco mais curta que Jidá, terá muito menos curvas, com apenas 14 no traçado de Las Vegas (contras as 27 de Jidá). Apenas Red Bull Ring na Áustria e Monza em Itália têm menos curvas. Nove curvas vão para a esquerda, as outras cinco para a direita. Há três retas, uma sequência de curvas de alta velocidade e uma única chicane.
Com um traçado assim, é normal que as velocidades médias sejam altas, assim como as velocidades máximas, com as simulações a apontarem para 342 km/h de velocidade de ponta. Os dados sugerem que as velocidades médias serão semelhantes às de Monza. Os pacotes aerodinâmicos de baixo arrasto, como vemos em Monza, deverão ser os mais usados nesta pista com grandes retas. Uma dessas retas terá cerca de 2 km e passa por um dos mais famosos pedaços de estrada do mundo – a Las Vegas Strip. A corrida terá cinquenta voltas e será a terceira prova feita nos EUA, um desejo cumprido por parte da Liberty Media que desde que tomou conta da F1, sempre mostrou vontade de aproveitar mais o mercado americano.









