Ainda é muito cedo para tirar esse tipo de conclusões, mas este é um tema a que provavelmente voltaremos mais para a frente. Já ficou claro a todos que a Mercedes parece ter arriscado demasiado com o design do seu monolugar e pelos vistos, a ‘coisa’ correu mal.
O facto de na segunda corrida terem mexido na asa de modo a criar um nível mais baixo de downforce e arrasto, não é algo que se pudesse esperar duma estrutura como a Mercedes, que como se sabe venceu todos os campeonatos de construtores entre 2014 e 2021.
É que isso tem consequências que qualquer leigo percebe: reduz a eficácia do DRS. pois quanto menor for a aba, menor será a redução do arrasto quando a asa passar de fechada para aberta.
Mas a questão onde queremos chegar é outra: Será que este já é um sinal que o teto orçamental e a escala percentual de testes aerodinâmicos que dá às equipas de topo menos tempo de túnel de vento e sessões de CFD estão a começar a ter algum impacto?
É certo que vão ter, têm que ter, e a situação em que se encontra a Mercedes poderá ser apenas o primeiro sinal disso. Um caso para ver mais para a frente.
Recorde-se que este ano há uma nova escala decrescente de utilização do túnel de vento para testes aerodinâmicos. Simplificando, quanto mais baixo na classificação uma equipa tiver terminado o campeonato de 2021, mais tempo terá para aperfeiçoar a aerodinâmica do seu monolugar de 2022, seja no túnel de vento ou com as suas simulações CFD (Dinâmica dos Fluidos Computacional).










