Confesso que esta pré-época de Fórmula 1 me deixou entusiasmado pelo que aí vem, não porque possa ter algum tipo de contentamento com a equipa, ou equipas que estão a ‘prometer’ mais, mas sim precisamente pelo contrário, ou seja, eu e a maioria dos observadores, adeptos, não fazemos a mais pequena ideia do que pode acontecer no Bahrein e qual vai ser, com uma boa dose de certeza a correlação de forças.
Claro que isto é um pouco exagero de expressão, mas é verdade: esta pré-temporada é provavelmente a mais difícil para determinar a ordem para a época que se avizinha, e para além disso, a pista do Bahrein nem sequer é fidedigna a esse nível.
Veja-se por exemplo em 2019, e já antes também foi assim, quando a Ferrari dominava no Bahrein, mas era a Mercedes a tomar a dianteira da temporada, depois.
É claro que não deve haver uma autêntica revolução, mas neste momento ninguém consegue dizer com grande dose de certeza que a Red Bull, Ferrari, Mercedes, ou McLaren, estão à frente.
Até se pode dar o caso de haver no Bahrein grandes surpresas, não para toda a temporada, talvez, porque nesta nova era da F1, uma coisa é certa: vai haver muito desenvolvimento durante o ano, e esse vai ser outro dos desafios, porque o teto orçamental não possibilita a mesma ‘latitude’ dos últimos anos.
Com o que fez no último dia a Red Bull parece poder ter feito soar os alarmes em Brackley, mas a Ferrari também teve sempre um monolugar aparentemente rápido e consistente. Quanto à Mercedes, se mostrou tudo, não parece ter a orquestra afinada, longe disso. Por tudo isto estou numa atmosfera de gáudio, porque o que quero mesmo é ter algo semelhante a 2021, independentemente dos protagonistas.
Vamos ver se com razão…









