O regulamento técnico que entra em vigor nesta época, foi pensado para permitir mais lutas e que quem segue o carro da frente, o consiga fazer sem ser prejudicado em demasia, algo que era apontado como uma falha dos monolugares até 2021. Por outro lado, o peso dos monolugares aumentou 43kg de um ano para o outro, passando a pesar 795kg.
Para Robert Kubica, que mantém o lugar de piloto reserva da Alfa Romeo, a promessa que os carros poderão perseguir melhor os adversários, é uma boa notícia, já que era mais fácil noutras competições do que na Fórmula 1.
“Espero que os carros de 2022 nos permitam pilotar mais perto. Eu corri no DTM e nos LMP2 nos últimos dois anos e digo: não importa qual é o carro, é sempre difícil pilotar atrás de outros, mas é mais fácil do que na Fórmula 1. Perde-se downforce e o equilíbrio muda”, esclareceu o piloto polaco em entrevista ao Auto Motor und Sport, adiantando ainda que, “nem todos os carros são iguais no tráfego. Alguns são mais fáceis de seguir do que outros. Quando os engenheiros têm dois pacotes aerodinâmicos semelhantes em termos de tempos por volta, escolhem sempre aquele que provoca mais turbulência. Porque fica mais difícil para o adversário perseguir”.
Durante a entrevista, Kubica abordou a diferença entre os carros alimentados com o motor V8, que experimentou até 2010, e os V6 híbridos, que pilotou no seu regresso à Fórmula 1. Para o polaco, “há quatro aspetos que se deve comparar. O primeiro é o peso, os carros de hoje são significativamente mais pesados; o segundo é a unidade motriz, é um sistema complexo em vez de um simples V8; o terceiro são os pneus, outras características, mais superfície de contacto, pneus slicks em vez de ter ranhuras; e por fim as dimensões do carro”.
Isso não quer dizer que seja mais fácil ou mais difícil ser agora piloto de Fórmula 1, até porque “quando o carro chega à pista, a maior parte do trabalho já está feito. Não fazemos o carro muito mais rápido. Estamos apenas a trabalhar para tirar o máximo proveito do pacote que a fábrica nos deu. A Fórmula 1 sempre foi muito complexa. (…) A maior corrida acontece nas fábricas. Especialmente agora com a grande mudança de regras”.









