2021 foi um ano complicado para a Aston Martin que esperava começar com o pé direito mas não contou com os efeitos das mudanças do regulamento técnico para a época a época passada que provocara um abaixamento significativo na performance da equipa.
As alterações ao fundo plano, com vista a reduzir o apoio aerodinâmico e, por conseguinte, a velocidade, fez com que os carros com a filosofia “low rake” (traseira com pouca elevação) fossem mais prejudicados em relação aos carros que seguiram a filosofia “high rake” (traseira elevadas). Se a Mercedes ainda conseguiu encontrar forma de contornar o défice de performance, a Aston Martin nunca encontrou o norte e acabou o ano com uma das piores médias de pontos por corrida da sua história, isto contando com o tempo da Force India e Racing Point, equipas que serviram de base para a atual Aston Martin.
A equipa acabou o ano com uma média de 3.5 pontos por corrida, igualando a época 2019, fortemente afetada pelos efeitos da falência da Force India, na transição para a Racing Point. 2010 e 2011 foram épocas em que a equipa conseguiu uma média de 3.6 pontos por corrida. 2008, ano da criação da Force India, a equipa ficou sem pontuar, a única vez que tal aconteceu na sua história e em 2009 a equipa fez 13 pontos (média de 0.8 pontos por corrida). Mas este ano da Aston Martin foi, em certa parte “salvo” por Sebastian Vettel e pelos excelentes resultados no Mónaco e no Azerbaijão, com um quinto e um segundo lugar, respetivamente, que corresponderam a 28 pontos, 36,4% dos pontos conquistados durante a época. Sem esses dois resultados, a equipa teria provavelmente mantido o sétimo lugar, mas a média de pontos cairia para 2.22 pontos por corrida. Não foi o arranque desejado para a equipa, mas o investimento que tem sido feito deixa antever que a trajetória deverá ser ascendente.










