Mal terminou o Dakar, já começaram os jogos políticos tendo em conta o próximo ano. David Richards, líder da Prodrive já veio a público dizer que a Audi pode “matar a competição” caso a FIA não intervenha.
Nem passou um dia! Os responsáveis de equipas e da ASO ainda não tiveram sequer tempo para descansar, mas de modo a aproveitar a atenção dos media ainda relativamente a esta prova, David Richards já deixou um alerta para o próximo ano, alegando que a FIA tem que ter muito cuidado com o equilíbrio de desempenho dos Audi com os carros a gasolina, que como se sabe venceram quatro das doze etapas, embora a sua melhor dupla tenha apenas terminado no nono lugar da geral.
Richards entende que a Audi poderia ter lutado com a Toyota e Bahrain Raid Xtreme, caso os seus pilotos de ponta, Stephane Peterhansel e Carlos Sainz não se tivessem atrasado tanto logo a abrir o Dakar.
Pelos vistos, o andamento dos Audi chamou a atenção de David Richards, que diz “todos sabem que o Audi é muito mais rápido do que todos os nossos carros agora”, disse Richards ao Autosport inglês: “e de longe…”
Portanto, adverte a FIA que tem de equilibrar as coisas porque senão: “matam a competição”
Talvez, da mesma maneira que os Peugeot 205 Turbo 16 e depois os 405 tudo levaram no Dakar entre 1987 1 1990, e depois os Citroën ZX Rally Raid que entre 1991 e 1996 venceram o Dakar quatro vezes, ou depois a Mitsubishi que desde 1997 a 2007 triunfou nove vezes. Para não terminar, a Volkswagen venceu de 2009 a 2011 e só não venceu mais cedo porque a Mitsubishi não deixou. Ou depois a Mini, que venceu quatro vezes seguidas entre 2012 e 2015. E mais duas vezes depois de três triunfos dos Peugeot. São ciclos, sempre foi assim, mas hoje em dia há o BoP, se não há queixas…











