Numa recente entrevista ao podcast Gypsy Tales, Daniel Ricciardo explicou que teve de trabalhar arduamente para não ficar intimidado quando chegou à Fórmula 1 em 2011, e admitiu que ficou pressionado quando percebeu que tinha atingido o topo do desporto automóvel.
“Foi difícil vir da Austrália, entrar na F1 e naquele mundo. Tenho a certeza que há muitas partes do mundo que estão bastante desligadas dele, e Perth é certamente uma delas”, explicou o piloto australiano. “A F1 estava num pedestal, fiquei admirado com isso. E, alguns anos mais tarde, eu estava lá. Schumacher está na grelha e estes tipos que eu literalmente idolatrei quando era criança. E fiquei admirado com isso. Eu estava tipo, ‘Como é que cheguei aqui?’ Algumas pessoas de seis anos de idade, provavelmente têm este talento, e talvez tenham uma ideia de que vão conseguir chegar. Eu era obviamente bom, mas não dominava, e não havia sinais reais ou sinais precoces que me diziam que eu ia conseguir”.
O piloto da McLaren explicou ainda que a solução que encontrou para ultrapassar essa fase, foi humanizar todos os seus adversários, em vez de os ver como heróis.
“Foi um um processo de aprendizagem para tentar ficar confortável e, em última análise, acreditar em mim próprio, que pertencia lá. Só tive de confiar em mim próprio e que lá cheguei por uma razão. Embora seja Schumacher, Alonso, Raikkonen, quem quer que seja, eles tiveram de seguir o mesmo caminho. Tentei humanizar todos à minha volta para que não pareçam tão sobre-humanos”.










