Depois do que se passou com um motard chilne e que levou a uma penalização de cinco minutos, Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota/Toyota Gazoo Racing) já não se livram “com pouco” da segunda ‘ofensa’ e pagaram bem mais caro: 5 horas de penalização para o sul africano da Toyota, que desta forma fica completamente afastado dos lugares da frente.
Os Comissários Desportivos depois de receberem o relatório (Relatório de Incidente #2), fotografias, relatório do sistema de rastreio e um relatório do Júri da FIM, ouvido o representante do concorrente, determinaram que o carro #207 na Etapa 2, depois de terem passado por cima de uma duna, passaram por cima de uma moto que estava atrás da duna, o que segundo o Código Desportivo Internacional da FIA. 12.2.1.h, criaram uma situação insegura, decidindo penalizar o concorrente em 5 horas.
Giniel de Villiers foi ouvido, e explicou: “Não ouvimos nenhum sinal de alarme da parte do Sentinel. Não duvidamos que tenhamos recebido um sinal. O problema é que o botão para o Sentinel está localizado no chão do lado do navegador. Durante a etapa, os pés do navegador saltam para trás e para a frente e podem facilmente, acidentalmente, premir o botão. Quando passámos a duna, vimos o motociclista e eu evitei-o para não o magoar.
No fundo da duna, viramos para garantir que o motociclista não estava ferido. Não sentimos a bater na moto quando aterramos. Depois continuamos com o Setor Seletivo.
Ficámos muito embaraçados por algo deste género acontecer. Pedimos imensa desculpa por este incidente. Estamos também dispostos a compensar o custo da reconstrução da moto. Felizmente, o piloto já não estava perto da sua moto e não sofreu ferimentos.
No entanto, a moto está destruída. Encontrámos-nos com o piloto nos escritórios do Júri da FIM e chegámos a um acordo de que cobriremos o custo da substituição da moto destruída”. Além disso, de Villiers pagará ao piloto a inscrição para o Rally Dakar de 2023.
O motard declarou que está muito satisfeito com este acordo.
“A FIA reitera que o Sentinel (sistema de comunicação carro a carro) é essencial para a segurança do piloto e para a segurança de todos os outros concorrentes no Rally Dakar. A segurança é uma das maiores preocupações da FIA e continua a ser um desafio fundamental e a FIA está empenhada em fazer todo o possível para proteger, entre outros, os pilotos. É obrigação da equipa reagir ao sinal do Sistema Sentinel para evitar o perigo para si próprios e para os outros. Os Comissários Desportivos consideram o comportamento da equipa uma infracção ao regulamento que deve ter consequências.
Uma vez que o Sr. de Villiers contactou voluntariamente o condutor, pediu desculpa, e pagará pelos danos causados, os Comissários consideram que uma penalidade de tempo é necessária mas também apropriada”, lê-se no comunicado do Colégio de Comissários Desportivos.










