Desde novembro que corriam rumores da potencial saída de Otmar Szafnauer da Aston Martin para abraçar o projeto da Alpine, que tem um modelo de organização um pouco diferente da maior parte das equipas de Fórmula 1. Hoje chegou a confirmação da partida do engenheiro da equipa, a mesma estrutura que trabalhava há 12 anos.
Em setembro, Martin Whitmarsh é anunciado pela Aston Martin como o novo diretor executivo do grupo Aston Martin Performance Technologies, que engloba as atividades ligadas à Fórmula 1 da marca e também desenvolverá, aplicará e levará para o mercado as capacidades técnicas e a propriedade intelectual do Grupo, com o objetivo de fornecer a melhor inovação, engenharia e serviços de fabrico numa variedade de sectores-chave da indústria. Desde o início que a chegada de Whitmarsh, que teve funções de chefe de equipa na McLaren de 2009 a 2013, causou alguma estranheza e pensou-se que as suas funções poderiam colidir com as de Szafnauer. Este último chegou a dizer que o britânico seria seu chefe e que ainda iriam discutir a organização da estrutura até 2022.
Até este momento nada parecia, e continua assim até uma das partes confirmar, ter mudado e os dois pareciam trabalhar sem qualquer problema. Não deverá ter sido isso que fez Szafnauer sair agora, mas algo despoletou a sua partida da estrutura onde trabalhou durante 12 anos. Diz-se que Szafnauer é amigo de longa data de Sebastian Vettel e que foi graças às suas habilidades persuasivas que o piloto alemão foi persuadido a assinar um novo contrato com a Aston Martin.
Por outro lado, e não há fumo sem fogo, os rumores sobre a saída de Davide Brivio, e mais recentemente, de Marcin Budkowski da Alpine foram crescendo ao longo da época. A estrutura, não tendo um chefe de equipa designado, tem Laurent Rossi, o CEO da Alpine, a liderar a gestão da equipa, com Marcin Budkowski e Davide Brivio, mas podem estar a planear uma alteração de fundo, passando a ter um homem a dirigir todas as operações. Talvez Otmar Szafnauer. Mas na Aston Martin quem herda as funções de Szafnauer? Martin Whitmarsh certamente terá um papel importante. O britânico de 63 anos tem a experiência e a competência para preencher o vazio agora deixado, mas a estrutura de Lawrence Stroll pode surpreender e ter uma carta escondida.











