O calendário continua a aumentar mas, é difícil ver alguém que esteja satisfeito com isso, exceto os responsáveis da competição. Numa altura em que cada vez mais se fala da exigência extrema da F1 para os membros das equipas, aumentar ainda mais essa exigência com mais corridas por ano, não parece uma boa ideia, mas é o que temos visto.
São cada vez mais os relatos de membros das equipas que abandonam a competição por já não aguentarem o ritmo infernal que o campeonato exige a todos os intervenientes. Alain Prost também se mostrou contra o aumento do número de provas:
“23 corridas é muito”, disse Prost. “Muito difícil para as equipas, muito difícil para as pessoas em viagem, alguns dos mecânicos, engenheiros, chefes de equipa que estão sempre em todas as corridas, alguns nem sempre em boas condições. E a F1 tem de permanecer também excecional. 23 corridas é muito. Lembro-me, talvez não este ano, mas a primeira vez que tivemos três corridas seguidas e estava a perder um pouco de interesse de certa forma, porque eram demasiado próximas. É um compromisso entre o número de corridas, o número de fãs e obviamente o dinheiro que se pode gerar. Mas se tivermos mais sucesso e trouxermos mais patrocinadores, talvez pudéssemos também ter um pouco menos de corridas. [Mas] parece que não é por aí que estamos a ir”.











