Alex Wurz, presidente da GPDA (Associação de pilotos de GP), pretende que o que aconteceu em Abu Dhabi sirva de lição para o futuro e pede mudanças.
Wurz é uma das vozes mais esclarecidas e lúcidas da F1, sendo a peça fundamental da GPDA, que tem um papel cada vez mais relevante nas tomadas de decisões na F1. O austríaco falou do que aconteceu no último GP do ano e pediu mudanças:
“A entrada do Safety Car (SC) após o acidente de Nicholas Latifi estava dentro do protocolo e das melhores práticas, justificando-se assim do ponto de vista da segurança e da regulamentação desportiva”, disse Wurz ao PlanetF1. “Outras opções como o Virtual Safety Car ( VSC) ou a Bandeira Vermelha poderiam ter sido aplicadas, mas o SC pareceu ser a decisão mais apropriada e provável. Inverter o anúncio de “retardatários não podem voltar para à volta do líder” para “certos carros podem desdobrar” em menos de uma volta e a consequente manipulação deste processo de SC foi território desconhecido e como tal não sou adepto desta decisão”.
“Acredito que Max [Verstappen] é um grande piloto e merece o título, mas Lewis [Hamilton] também o mereceria”, acrescentou Wurz. “Gostaria que tivéssemos tido uma decisão do Campeonato Mundial de 2021 livre da influência de terceiros. Mas como não podemos voltar atrás no tempo e com a Mercedes a abandonar o seu apelo, temos de viver com essa situação e procurar fazer o melhor agora, aprender com ela e assegurar que a tomada de decisões seja otimizada.”
“Os acionistas devem trabalhar em conjunto para assegurar que temos um quadro e um processo sólido para refletir o princípio e o espírito de qualquer conjunto de regras, para que seja justo, para assegurar que os eventos desportivos se desenrolam com base num processo de tomada de decisão e num protocolo claro para situações tão rápidas e desafiantes como as que vimos em Abu Dhabi. É claro que raramente uma situação de corrida pode ser comparada exatamente a outras situações e decisões, por isso continua a ser difícil, e haverá sempre uma zona cinzenta, mas o objetivo coletivo tem de ser o de melhorar processos, para apoiar as pessoas e a tomada de decisões. Em última análise, ajudar o desporto a ser uma competição desportiva justa e disputada entre os melhores pilotos e equipas do mundo”.









