Este ano tivemos pela primeira vez um vislumbre de como se processam as comunicações entre as equipas e a direção de prova. Esta nova ferramenta tem uma pertinência tremenda, pois permite entender ainda melhor a dinâmica das corridas. Mas tal janela abriu-se num ano em que as comunicações foram mais acesas e os chefes das equipas que lutaram pelo título tentaram impor-se. Ross Brawn não gostou do que viu e isso deixará de acontecer no próximo ano.
Brawn considera que é inaceitável que os chefes de equipa tentem pressionar a direção de corrida e isso vai deixar de acontecer em 2022:
“Esses tipo de contacto irá acabar no próximo ano”, disse Brawn citado pela Auto Motor und Sport. “É inaceitável que os chefes de equipa coloquem Michael [Masi] sob tal pressão durante a corrida. É como se os treinadores estivessem a negociar com o árbitro no futebol. Toto [Wolff] não pode exigir que não haja um Safety Car e Christian [Horner] não pode exigir que os retardatários regressem para a volta do líder. Isso fica ao critério do diretor da corrida”.
Além de ser uma forma de pressão desnecessária, que poderá ter contribuído para algumas decisões menos felizes, o público que não conhece alguns pormenores, fica a pensar que se trata de uma negociação e a verdade desportiva começa a ser colocada em causa. Assim, a medida parece ser a indicada.









