Caiu o pano sobre mais um CPR, e pela quinta vez em cinco anos, a decisão só se dá na última prova. Em 2017, Carlos Vieira venceu por 0.4 pontos, desta feita, Ricardo Teodósio, triunfou com um ponto de avanço para Armindo Araújo. Dois dignos adversários, numa competição que teve quatro pilotos distintos a vencer provas.
Só isso diz muito do que tem sido o CPR nos últimos anos, ainda que isto se refira apenas ao topo da pirâmide dos ralis em Portugal, porque nos outros níveis, infelizmente, as coisas são bem diferentes.
A FPAK já está a preparar novamente regulamentação, novas competições, de modo a ajustá-las o mais possível ao parque automóvel luso, mas o que já é público está muito longe de agradar a gregos e a troianos.
As coisas não estão ‘fechadas’, mas já há concorrentes que nem sequer sabem onde podem posicionar o carro que têm neste momento. Como sempre, a federação tenta fazer ajustes para agradar e acolher o máximo de concorrentes possível, mas talvez fosse necessária uma discussão bem mais profunda, porque o ‘cobertor’ da modalidade continua curto, e quando se tapa de um lado destapa do outro.
Ponto prévio: seja quais forem os regulamentos, nunca vão agradar a todos, mas se há uma frase que já ando a ouvir há muitos anos: “há demasiados ralis em Portugal”, se calhar esse era um bom ponto de partida.
Sou totalmente a favor da qualidade ao invés da quantidade. Há uns anos um dirigente da FPAK disse-me, que numa reunião, todos sem exceção concordaram em diminuir o número de provas – não especificamente só ralis – admitindo que o número existente era absurdo, mas quando se tentou avançar, ninguém tencionava perder as suas…













