Foi muito interessante observar a abordagem dos dois principais candidatos ao título do CPR. Enquanto Armindo Araújo voltou a ser ‘cerebral’, Ricardo Teodósio foi ‘com tudo’ e para o comprovar bastou ver a primeira especial do rali. A forma como os dois pilotos entraram na prova ‘disse’ logo muito do que iam fazer.
A única coisa realmente estranha neste rali foram os números da primeira passagem por Mata Mourisca, quando Armindo Araújo perdeu 6.8s para Teodósio. Esse foi o momento que ‘decidiu’ o rali, pois em condições normais, se tudo corresse normalmente a ambos, nunca haveria uma diferença deste calibre nesta prova. E a partir daí tudo se tornou mais difícil para o líder do campeonato, até porque Ricardo Teodósio estava e continuou a fazer uma grande prova.
Armindo Araújo podia ter aumentado o ritmo? Podia, mas essa é a grande diferença entre ambos: enquanto um é cauteloso, racional e ponderado, o outro é emocional. Se colocássemos isto em números, um produz sempre entre os 50% e os 90%, o outro tanto pode fazer 30% como…120%. É um pouco exagerado, não é assim sempre, mas quase. É basicamente um confronto de conceitos, e com qualquer deles se ganha. Agora, quem, só veremos em Mortágua onde Armindo Araújo só precisa de somar 19 pontos, caso Ricardo Teodósio vença o rali e a PowerStage.
Mais uma vez, e tal como sucede sempre desde 2017, o campeonato decide-se apenas na última prova, exceção feita à ‘aberração’ de 2020, quando os dois da frente do campeonato estavam a decidir a competição na Aboboreira e não sabiam…












