A Alfa Romeo tem vindo a crescer a cada época e apesar dos resultados em pista não serem ainda tão animadores quanto o esperado e o investimento vai crescer.
Valtteri Bottas é a novidade para 2022, deixando a Mercedes para se juntar a uma equipa de meio de tabela, que tem tido dificuldades em afirmar-se. Mas Frederic Vasseur está confiante no futuro e a equipa continua a crescer, quer no número de pessoas, quer no investimento. Para a próxima época o orçamento da Alfa deverá chegar ao limite do teto orçamental imposto pela F1, ou seja 140 milhões de dólares:
“Estávamos muito abaixo do limite de custo e estaremos no limite de custo no próximo ano. Demos um enorme passo em frente quando entrei para a empresa, éramos à volta de 260 pessoas – agora somos 520 ou 530”, disse Vasseur. “Nos últimos três ou quatro anos tivemos de trabalhar com algo como 300. Agora temos de fazer uma afinação na organização, porque quero manter-me aproximadamente a este nível. Tivemos de renovar completamente a fábrica. O investimento dos meus acionistas foi muito importante porque a base era boa pelo menos nas instalações, mas tivemos de dar um mega passo em frente e fizemo-lo, e agora estamos mais na afinação. Também é preciso considerar que ninguém pode dizer ‘OK, a minha organização é boa’. Porque estamos em modo de competição. E se pararmos para tentar melhorar, estamos mortos. Mesmo quando se é Mercedes ou Red Bull e se está a ganhar todos os fins-de-semana, é preciso encontrar o próximo passo. É provavelmente um pouco mais fácil para nós encontrar áreas para melhorar! Mas precisamos de ter exatamente a mesma mentalidade.”
A fusão entre o grupo PSA e o grupo FCA levantou algumas interrogação quanto ao futuro da Alfa Romeo na F1, mas tudo parece bem encaminhado agora:
“Tivemos uns seis meses um pouco obscuros. Mas a nova direcção da Alfa Romeo colocou uma nova dinâmica na empresa porque estão convencidos de que têm de investir no lado icónico da marca Alfa Romeo e é importante para o futuro que a Alfa Romeo esteja ligada ao desporto automóvel e à F1. Eles querem fazer o movimento nesta direção e reconstruir algo. Estavam a postos no início do ano e assinámos o acordo em Junho. Mas não foi uma negociação muito longa, eles estavam convencidos de que tinham de fazer alguma coisa. Tivemos de os convencer de que faríamos um trabalho melhor no futuro. Isto significa que era importante explicar exatamente onde estamos, a escolha que fizemos, as opções que temos”.












