Elfyn Evans (Toyota Gazoo Racing WRT) venceu o Rali da Finlândia tornando-se um dos poucos não-nórdicos a fazê-lo. Um triunfo histórico, que teve ‘mão’ portuguesa, pois Rui Francisco Soares é o engenheiro do carro do vencedor, e é também uma boa despedida desta era de World Rally Cars da Finlândia e do WRC: “Estou muito contente pela forma como tudo correu, não vinha muito confiante, mas tive um bom feeling no carro logo desde cedo, melhorámos ainda mais no sábado, e a partir daí foi tudo muito fluído. Claro que as quatro vitórias nos troços da manhã de sábado foram importantes, e a partir daí foi só manter o Ott (Tanak) e o Craig (Breen) afastados, pois eles estavam a andar forte”, começou por dizer Evans, que falou sobre os quatro triunfos da manhã de sábado: “Tudo estava a funcionar bem dentro do carro, e eu tinha confiança no que o carro estava a fazer. Quando somos menos competitivos, andamos sempre mais no ‘grito’, mas desta feita sentia-me muito bem, e capaz de usar todo o potencial do carro e da configuração que escolhi para proporcionar uma boa tração, pois por vezes, os troços estavam bem bastante escorregadios”, disse, referindo-se depois à transição que aí vem nos ralis: “Penso que todos temos muita sorte em estar aqui a conduzir estes carros, pois não sei se alguma vez voltaremos a ter um Rali da Finlândia parecido com este, com carros com tanta aerodinâmica. Este estilo de pilotagem, o que vamos ter em 2022, é bastante diferente, por assim dizer. Penso que devemos desfrutar disto agora, enquanto podemos”, advertiu. Na verdade, esta foi a despedida destes carros de um Rali como a Finlândia. E só há mais dois pela frente. Por fim, Evans falou da Power Stage, e da confiança que o levou a fazer o melhor tempo: “Como disse, tudo estava a fazer clique e tive de me concentrar apenas na pilotagem limpa na Power Stage. Felizmente, foi suficiente para obter os cinco pontos extra” disse Evans, que vai para Espanha mais perto no campeonato: “ainda muito, muito longe, mas estamos mais perto. Só temos que dar o nosso melhor e obter os melhores resultados possíveis. É o que podemos fazer. Não penso muito no campeonato, seria preciso o Seb abandonar e eu não desejo isso, portanto só nos podemos preocupar com o nosso desempenho nas duas próximas provas”, disse Evans, que coloca esta sua prova no seu ‘top’ pessoal: “Está bem elevada. Penso que vai ser sempre difícil ‘bater’ a minha primeira vitória em casa no País de Gales, mas obviamente em termos de desempenho eu diria que este é provavelmente o meu melhor rali”, disse Evans, que explicou declarações recentes, quando disse que as provas rápidas não o têm favorecido. Afinal, o que mudou? “É verdade que tive dificuldades no Rali do Ártico e depois novamente na Estónia. Mas, por outro lado, o ano passado, na Suécia, estivemos bem. Na verdade, mudei um pouco o carro, não como na Suécia, mas mais na direção do equilíbrio que lá tinha, e isso pareceu dar-me muito mais confiança. Basicamente, senti-me muito mais feliz ao volante e foi sobretudo daí que veio a velocidade”, concluiu.











