Pela primeira vez desde a Áustria, os três compostos mais macios da gama da Pirelli foram escolhidos para o Grande Prémio da Rússia deste fim de semana. Esta é a mesma seleção que foi feita na Rússia na época passada, quando o evento foi realizado numa altura semelhante do ano.
Sochi é uma pista de baixa degradação e a superfície da pista tem vindo a amadurecer de forma constante desde que o asfalto foi originalmente colocado. Como resultado, a borracha mais macia da gama deverá ser a escolha preferida para a pista russa. O clima deve ajudar bastante a reduzir a degradação térmica, embora este aspeto esteja mais relacionado com o layout e rugosidade da pista.

As curvas de Sochi são geralmente de velocidade lenta a média, com uma série de curvas de 90 graus. Em geral, o circuito tem tudo a ver com tração e travagem, pelo que existe mais desgaste de pneus traseiros. A curva mais exigente (e a uma das curvas que desgasta mais os pneus dianteiros) é a curva 3: uma esquerda de vários vértices que é semelhante, de certa forma, à famosa curva da Turquia, que é o próximo grande prémio no calendário.
A pista não é muito utilizada durante a época, por isso é começa por ter pouca borracha no asfalto, tornando-se escorregadia no início do fim de semana. Isto pode por vezes causar falha na aderência dos pneus, especialmente durante as sessões de treinos livres de sexta-feira mas, como foi o caso no ano passado, o graining (degradação da parte externa dos pneus) geralmente reduz muito entre os treinos livres e a corrida, devido à evolução da pista.

O GP da Rússia é, normalmente, uma corrida só com uma paragem para troca de pneus, e isso aconteceu, na maioria dos pilotos, no ano passado. Os dois primeiros classificados (Valtteri Bottas e Max Verstappen) optaram por trocar de pneus médios para duros, mas houve muitas variações estratégicas nos restantes pilotos, como começarem com macios, e três pilotos chegaram mesmo a utilizar os três compostos durante a corrida.











