O fim dos GTE já era conhecido, mas a FIA e o ACO confirmaram hoje que a plataforma baseada nos GT3 que substituirá os atuais carros de GT a competirem no WEC, chegará em 2024. Assim, os atuais GTE ainda vão competir até ao final de 2023, com mais duas temporadas completas pela frente.
Ainda não é claro, se a plataforma que vem para substituir os GTE será uma classe GT3 sancionada pelo ACO ou apenas baseada nestes carros, com algumas modificações. Os GT3 estão em competição por todo o mundo, sendo uma das plataformas de maior sucesso a competir atualmente. Ao utilizar uma plataforma deste género, o ACO abre portas a construtores que atualmente não produzem carros GTE, como por exemplo, Mercedes, Lamborghini e Audi.
“Os GT foram sempre um parâmetro importante para a ACO e a FIA”, disse Richard Mille, Presidente da comissão de endurance da FIA.”É importante para nós que muitos pilotos amadores possam correr. A situação atual é que, até 2023, vamos manter a categoria GTE, mas a partir de 2024, teremos uma nova categoria GT que se baseará na atual plataforma GT3. O nosso objectivo é trabalhar sobre este tema durante o segundo semestre do ano. Queremos que tudo isto esteja finalizado no Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA até ao final do ano”.
A Aston Martin terminou o seu programa no GTE Pro em 2020 e não defendeu os seus títulos de pilotos e fabricantes do WEC em 2021. A saída da Aston Martin surgiu na sequência do que já tinham feito a Ford e BMW no final da temporada 2018/19.
O IMSA tinha já tomado a decisão de introduzir a plataforma de GT3 na sua nova categoria em 2022, com a designação de classe GT Daytona Pro.










