Davide Brivio passou cerca de 20 anos no MotoGP, ajudando a Yamaha a conquistar cinco Campeonatos, quatro das quais com Valentino Rossi e um com Jorge Lorenzo, entre 2004 e 2010. Seguiu-se uma mudança para a Suzuki em 2013, onde atingiu o sucesso com Joan Mir. Este ano, trocou as duas rodas pela F1, entrando na Alpine como diretor de corrida. O italiano esteve na Áustria, a acompanhar o GP da Estíria de MotoGP e como é óbvio, respondeu a algumas perguntas sobre as diferenças entre uma disciplina do desporto motorizado e outra.
“É bom estar aqui, é um mundo em que estive quase vinte anos, por isso conheço muitas pessoas, é-me muito familiar, por isso é óptimo. Sim, agora o meu trabalho é muito diferente, um mundo diferente”, disse Brivio, citado pelo site do MotoGP. “A F1 é igualmente desporto motorizado, mas tudo é maior, organizações maiores, carros maiores, mais peças, mais pessoas, é muito interessante. É uma grande experiência, porque consigo ver uma forma diferente de abordar as coisas. É muito interessante, a engenharia por detrás, a tecnologia por detrás. Há muitas semelhanças, uma vez que os pilotos são atletas, treinam para estarem preparados, têm de estar concentrados no seu trabalho quando estão a conduzir um carro ou montados numa moto”.
Para Brivio, a maior diferença entre as duas disciplinas é que a F1 é um desporto de equipa, mais que o MotoGP.
“No MotoGP, quando as luzes se apagam, cabe ao piloto, pelo que essa é talvez a maior diferença. Também na Fórmula 1, os pilotos estão muito mais ocupados, começando com as tarefas com meios de comunicação mas também com as reuniões técnicas e no MotoGP, um pouco menos. O MotoGP é mais um desporto individual, a Fórmula 1 é um trabalho de equipa entre os dois pilotos. Todas as reuniões são em conjunto, todos a trabalhar em conjunto, todas as equipas, depois, claro, na pista, é outra história. É muito claro o conceito de equipa, que também é claro no MotoGP, mas estamos habituados a dizer que o pior adversário é o colega de equipa”.











