Está definida a prova de abertura do Mundial de Ralis de 2022, o Rali Monte-Carlo, que para lá e ser novamente baseada exclusivamente no Mónaco – o que sucede pela primeira vez desde 2006 – vai fazer com que os novos Rally1 comecem a sua ‘vida’ competitiva com o ‘Turini by night’
Nos últimos anos, Valence e, desde 2014, Gap têm acolhido o evento, antes do último dia no Mónaco, mas isso irá mudar para a 90ª edição do rali em 2022, com o parque de assistÊncias a regressar ao Mónaco durante o período de 20 a 23 de janeiro.
Isto significa uma série de novos troços especiais, que não são disputados há muitos anos, com 95% do percurso diferente deste ano, e uma grande ênfase na fiabilidade, já que não há assistência a meio do dia em qualquer um dos quatro dias.
As etapas mais longas de sexta-feira e sábado conterão apenas uma única zona de montagem de pneus, entre duas passagens nos troços. Só os membros da equipa poderão trabalhar nos seus carros, utilizando apenas ferramentas transportadas no veículo, depois de deixarem a assistência da manhã no Mónaco.
Após o início na Praça do Casino, na quinta-feira à noite, o rali dirige-se para as montanhas dos Alpes Marítimos para uma abertura ‘Col de Turini night’ na escuridão que garantirá uma atmosfera crepitante enquanto os adeptos se voltarão a reunir num dos locais emblemáticos da história do WRC.
Luceram – Lantosque e La Bollène-Vésubie – Moulinet, que atravessa o Turini e é o troço mais longo do evento aos 23,52 km, somam-se 38,83 km de ação.
O dia de sexta-feira encerra a etapa mais dura, com dois ‘loops’ de três troços junto ao Parque Nacional Mercantour, num total de 118,88km.
Roure – Beuil, Pierlas – Ilonse e La Tour-sur-Tinée – Saint-Jean-la-Rivière são disputados de manhã e à tarde, com apenas uma curta pausa em Puget-Théniers no meio para uma mudança de pneus.
A terceira etapa viaja mais para norte, até aos Alpes-de-Haute-Provence para mais 94,10 km de competição.
Le Fugeret – Thorame-Haute abre na véspera de uma dupla de troços do novo Saint-Jeannet – Malijai e do assustador Saint-Geniez – Thoard, que apresenta a subida frequentemente traiçoeira do Col de Fontbelle (o ‘infame’ Sisteron, para quem conhece). Uma mudança de pneus em Digne-les-Bains proporciona a única pausa do dia.
A etapa final de domingo apresenta quatro troços no noroeste dos Alpes-Marítimos num total de 67,52 km. As novas La Penne – Collongues e Briançonnet – Entrevaux são repetidas, com a última formando a Power Stage antes da cerimónia de encerramento do Casino do Mónaco.
Os 17 troços cobrem 319,33km.
Temos portanto um Monte Carlo mais à ‘antiga’, com troços muito conhecidos no passado, ainda que com diversas variações. Aliás, com tantos anos de Monte Carlo, já não há estrada que não tenha sido troço no passado.











