Ainda não é público, com exatidão, como vão funcionar os sistemas híbridos dos novos WRC de 2022, que como se sabe, vão passar a denominar-se Rally1, mas a comunicação de hoje da Ford pode ter colocado um pouco mais de luz na questão: “O sistema híbrido do Puma Rally1 funciona com princípios semelhantes aos do Puma EcoBoost Hybrid de produção. O propulsor capta a energia normalmente perdida durante as fases de travagem e desaceleração e armazena-a numa bateria que pode alimentar o motor elétrico, para melhorar a eficiência de consumos do modelo ou fornecer um aumento de performance, a qual, no caso do Puma Rally1, pode ascender a 100 kW, em aumentos múltiplos de potência máximos de três segundos nos troços”, lê-se no comunicado. Isto significa que os concorrentes terão disponível por software uma determinada quantidade de energia para utilizar e depois têm que gerir essa utilização ao longo de um troço. Tal como nos híbridos ‘normais’, levantar o pé e travar, carrega a bateria e essa gestão permitirá aos pilotos ter ou não energia suplementar para utilizar.
De resto, a tal como a tecnologia híbrida plug-in disponível para os veículos híbridos Plug-in, a bateria pode também ser recarregada com a utilização de uma fonte de energia externa, nos Parques de Assistência entre troços do Mundial de Ralis, com um tempo de carregamento que demora aproximadamente 25 minutos. Pesando 95 kg, o sistema híbrido é arrefecido por líquido e ar e está alojado num compartimento com resistência balística, permitindo-lhe suportar o impacto de detritos e elevadas forças G, em caso de eventuais acidentes, que muito naturalmente vão acontecer.
Complementarmente, os veículos com homologação FIA WRC Rally1 vão utilizar na época de 2022 um combustível não-fóssil, que combina elementos sintéticos e biodegradáveis para produzir um combustível 100% sustentável.











