Já demos conta do teste ao novo composto da Pirelli para os pneus traseiros, que vai ocorrer num dos treinos livres da próxima sexta-feira, no Red Bull Ring. Depois do teste, as equipas vão já ter disponível o novo composto por altura da corrida de qualificação do GP da Grã Bretanha. Ou seja, existe pouco tempo entre o teste (entrada de dados para análise das equipas) e o verdadeiro teste em competição.
É uma espécie de atirar a moeda ao ar. Monolugares que estão mais à vontade agora , e quer isto dizer que foi feito um trabalho moroso por parte da equipa em aperfeiçoar o carro ao tipo de pneu, podem perder performance com o novo composto.
As equipas receberam apenas algumas informações básicas sobre os pneus e apenas na terça-feira é que terão mais detalhes sobre o novo composto. Depois, na próxima sexta-feira, cada piloto terá dois conjuntos para correr no TL1 ou no TL2. Este teste é essencial, e sem um resultado positivo, os novos pneus não podem ser opção em Silverstone.
“Pode-se estar do lado da sorte ou do azar. Vamos testá-los na próxima semana e ver o que eles fazem. Mas é tudo desconhecido. Afeta muito, porque agora só temos esta sessão de 60 minutos, por isso estamos limitados no tempo de qualquer forma, e agora é preciso testar outro pneu. Mas desde que seja o mesmo para todos, podemos lidar com isso. Aceitamos o desafio e vamos tentar descobrir o que aprender com estes pneus, e que feedback dar à Pirelli”, afirmou Toto Wolff.
Marios Isola e Ross Brawn são da opinião que nada de muito profundo irá mudar na atual conjuntura.
“Em teoria, as mudanças não são grandes em termos do comportamento esperado. E por isso não creio que afetem a ordem competitiva das equipas. Têm de as testar e, obviamente, tentarão compreender o novo pneu o mais depressa possível. Isso é normal, há sempre uma curva de aprendizagem. Obviamente, não estamos a falar de um pneu completamente diferente. Isso significa que não espero que esta curva de aprendizagem seja um longo período”, afirmou Isola.
Brawn também se mostrou otimista em não haver grandes mudanças no ritmo de cada equipa. “Bem, a F1 é muito competitiva, por isso alguém vai encontrar um problema! Mas não me parece que assim seja. Penso que as equipas estão solidárias e estou optimista de que não haverá problemas.”












