Se até aqui, o facto de estarmos a ver a Red Bull sucessivamente a suplantar a Mercedes em qualificação, poderia ser atribuído à natureza dos traçados, depois de Mónaco e Baku, Paul Ricard era um circuito ‘normal’ mas quem esperava que alguma ‘normalidade’, e ver a Mercedes na frente, desenganou-se, porque a Red Bull limitou-se a confirmar que está mesmo melhor que a Mercedes neste momento.
Em corrida, fica para ver amanhã, há mais nuances que entram na equação, como por exemplo a excelente estratégia da Mercedes em Espanha, mas é neste momento claro que Max Verstappen já não é o perseguidor, mas sim o perseguido.
Desta vez deixou Lewis Hamilton a 0.258s. Apesar de ser uma margem curta, a Red Bull, leia-se, Verstappen, está melhor do que a Mercedes, leia-se, Hamilton. É verdade que Valtteri Bottas se colocou entre os dois Red Bull, isso pode ser importante na corrida, mas Sergio Pérez, em condições normais no arranque, vai andar por ali, pelo que a Mercedes dificilmente poderá fazer o mesmo que em Espanha.
Recordem-se que há dois e três anos, respetivamente, a Mercedes reservou para si, duas vezes a primeira linha da grelha. Portanto é significativo este feito de Verstappen, que já há dois anos ficou a um segundo de distância. Tendo em conta que agora bateu Hamilton por 0.258s, melhorou 1.35s. Notável. Sabemos que a corrida pode ser muito diferente, mas para já a ‘vantagem’ está do lado da Red Bull.
Há um caso a ver na corrida, pois enquanto se vê que a Red Bull está bem com os pneus mais macios, a Mercedes pode estar melhor com os médios, e esses vão ser fundamentais na corrida.
Resumindo, esta pole é importante, mas não se pode extrapolar para a corrida. Provavelmente, o desgaste dos pneus vai ser amanhã bem mais importante do que ter um carro ligeiramente mais rápido. Que venha uma excelente corrida.












