Há muito que o CPTT não tinha um dia como este. Não tanto pelos contratempos que tiveram a maioria dos pilotos, boa parte dos mais destacados incluídos, mas essencialmente pelo facto do Clube Automóvel do Algarve ter colocado de pé uma prova difícil, com trialeiras em boa parte do percurso, tornando esta prova bem diferenciada do que os concorrentes estão habituados nos últimos anos de TT. Depois de na Baja TT Montes Alentejanos terem existido muitas queixas com as marcações, com vários acidentes complicados a suceder devido em muito às velocidades atingidas em conjunto com deficiente marcação, na Bala Loulé boa parte do percurso foi o oposto, o que surpreendeu muitos.
De tal forma, que os líderes da classificação ao cabo do primeiro dia são Alexandre Ré e Francisco Esperto (BRP Can Am Maverick X3), que terminaram os 157.23 Km com 2h39m58.7s a uma média pouco vista de 61.22Km: “correu bem, fomos com cautela, não batemos em lado nenhum, amanhã vamos abrir a pista, estamos em primeiro, vamos ver como corre”, disse.
A dupla espanhola Luis Recuenco/Sergio Peinado (Mini John Cooper) é segunda a 41.5s, na frente de André Amaral e Nelson Ramos (Ford Ranger), que roda a 5m22.0s da frente depois de terem ajudado João Ramos: “tivemos um furo, paramos para ajudar um concorrente que estava fora da estrada, vamos tentar segurar o pódio”, disse.
David Spranger e Jaqueline Ferris (Can-Am Maverick X3) são quartos a 8:01.4 na frente de César e Tânia Sequeira (Mini Cooper D Prototipo), que distam 8:01.4s da frente.
Gualter Barros e Hugo Magalhães (Can-Am Maverick X3) rodam num interessante sexto lugar, na frente de Tiago Reis e Valter Cardoso (Toyota Hilux Overdrive), que são sétimos a 11:51.4. Não será fácil recuperar, mas também não é impossível: “Ao Km 30 partiu-nos uma transmissão traseira, tivemos que fazer tudo o resto só com tração à frente e não conseguimos fazer um resultado melhor, esperávamos estar na luta pelos lugares da frente, mas acontecem estes imprevistos e por isso vamos dar o máximo amanhã e tentar recuperar o máximo possível pois o objetivo é o campeonato”, disse.
No oitavo lugar rodam Lino Carapeta e Rui António (Land Rover Proto Bowler), na frente de Edgar Condenso e António Serrão (Ford MO EXR05 Proto): “foi dificil era TT a sério, muita trialeira, mau piso, muito estreito, duro para a mecânica, tanto para o piloto como para o navegador”, disse.
Francisco Barreto e Carlos Silva (Nissan Navara T1) fecham o top 10.
Michael Braun e Ivo Santos (Porsche Cayene Proto) lideram o T8, na frente de João Ramos e Filipe Palmeiro (Toyota Hilux), que distam 24:23.5 da frente depois de muitos problemas: “se não tivesse deixado o motor ir abaixo tínhamos ganho o prólogo, logo a seguir ficámos sem direção assistida, também a bomba de travões estava avariada, o tempo de assistência não foi suficiente para arranjar tudo, trocamos a caixa de direção, conseguimos não penalizar mas fomos para o Setor Seletivo só com travagem atrás o que tornou tudo muito difícil, tivemos uma ligeira saída de estrada, e ficámos numa vala, o carro não saia, agradeço ao André Amaral por nos ter puxado o carro para trás, caso contrário não conseguia tirar de lá o carro, com isso tivemos um furo, fomos recuperando, com as nossas limitações, por causa dos travões, mais à frente tivemos outro furo, portanto isto foi tudo a subir, descer a tentar subir, e depois não pensar em mais nada e tentámos chegar ao fim, foi o que fizemos. Parabéns à organização o road book estava fantástico, mas gostava que não repetissem a primeira parte do setor de hoje, é demasiado para estes carros, andar a fazer trial”, disse.
Para trás ficaram ainda duplas como Daniel Alonso/Candido (Ford EXR05 Proto), Georgino Pedroso e Rui Sousa (Isuzu D-Max) lideram o T2. Henrique Silva e Henrique Damásio (Mini Paceman Proto) perderam 1:25:43.1, o mesmo sucedendo a Jorge Cardoso e André Barras (Mercedes A 140 Proto), que cederam 1:26:17.3.
Nuno Madeira e Filipe Serra (Ford Ranger T1) perderam 1:55:30.3 com problemas de caixa de velocidades: “Ainda não foi desta. O sintoma foi o mesmo de Beja, a caixa ficou encravada em quinta, mas incrivelmente outra peça causou o problema, uma rótula ‘uniball’ do seletor da caixa. Senti que o ritmo hoje era para ganhar. Vai chegar o dia”, disse.
Nuno Matos e Joel Lutas (Fiat Fullback Proto) fizeram quarto no prólogo, mas tiveram que abandonar o dia: “há muitos anos que não encontrava pistas tão difíceis no TT, faz parte, as provas não podem nem devem ser todas iguais, Km 15 furámos e ao km 60 partiu-se o seletor da caixa de velocidades”, disse.
Alejandro Martins e José Marques (Mini John Cooper Works Rally) deram um toque no prólogo e já não entraram no SS1.











