O CPTT arrancou com a Baja TT Montes Alentejanos, realizada há duas semanas e agora os concorrentes já rumam ao Algarve para a segunda prova do ano da competição. Depois de um hiato de um ano devido à pandemia de COVID-19, a Baja de Loulé está de regresso às estradas algarvias, sendo a segunda prova pontuável para os campeonatos nacionais de todo-terreno nas categorias de automóveis, motos, SSV e quads.
Os tempos atuais impõem prudência, e serão impostas algumas restrições, não sendo aconselhado a presença de público na prova e não se divulgando o percurso, sendo também vedado o acesso às partidas, chegadas e parque de assistência.
Na primeira prova, Tiago Reis, aos comandos da sua nova Toyota Hilux, venceu na frente de Luís Recuenco e Pedro Dias da Silva com Hélder Oliveira a perder o pódio em cima da meta devido a um furo. A fechar o top 5 ficaram André Amaral/Nelson Ramos (Ford Ranger), Henrique Silva e Henrique Damásio (Mini Paceman Proto), Edgar Condenso/Sérgio Cerveira (Ford Mo EXR05 Proto), Jorge Cardoso/André Barras (Mercedes A140 Proto), Michael Braun / Ivo Santos (Porsche Cayenne Proto) e Gualter Barros/Francisco Esperto (BRP Can Am Maverick X3) a completar o top 10.
Os grandes azarados foram as duplas Alejandro Martins/José Marques (Mini John Cooper Works Rally), João Ramos/Filipe Palmeiro (Toyota Hilux), e Alexandre e Rui Franco (BMW X1) que desistiram devido a fortes acidentes.
Na classe T2 Georgino Pedroso e Carlos Silva em Isuzu, lideraram a prova do início ao fim. Na classe T3 venceu a dupla formada por Filipe Nascimento e Paulo Torres. Entre os T4 a dupla Gualter Barros/Francisco Esperto venceu, enquanto nos T8, Michael Braun acompanhado por Ivo Santos conquistaram o primeiro lugar. A vitória na Taça de Portugal de Todo-o-Terreno coube à dupla formada por Cesário Santos e Alexandre Gomes que, aos comandos de uma Nissan, também assumiram a liderança logo no primeiro dia de prova e não a largaram mais.
A prova de Beja foi competitiva, mas do lado organizativo, fortes críticas ao road book por parte de alguns pilotos.
Em termos desportivos, assistiu-se a uma prova muito equilibrada, disputada ao segundo, com números finais extremamente enganadores. Cada vez mais o TT parece os ralis.
Nos SSV, a luta pelas primeiras posições na competição SSV revelou-se uma vez mais extremamente renhida. Depois do domínio de Luis Cidade no primeiro dia de prova, o segundo dia assistiu à passagem de Roberto Borrego para o comando da corrida. Apesar de ter terminado furado o piloto inscrito pela SGS Car Racing terminou a etapa conquistando o seu primeiro triunfo nesta disciplina depois de inúmeras vitória e títulos nos Quad.
Sebastian Guyette, também chegou a passar pela liderança, mas terminou a prova na segunda posição, a apenas 59s do vencedor da prova. Todavia um minuto de penalização entregou essa posição à dupla João Monteiro/Victor Melo que terminara a apenas 4s do piloto belga. Excelente também o 4º lugar de Ricardo Domingues, tal Guyette a competir a solo, que venceu entre os veteranos e que terminou à frente de Alexandre Pinto, navegado por Fábio Belo, que triunfou entre os juniores. Todos os pilotos deste Top 5 apresentaram-se aos comandos de viaturas CanAm.
Os restantes vencedores desta prova foram Rui Serpa em Polaris na Classe Stock, André Rodrigues em Yamaha entre os TT2, Dorothee Ferreira, também em Yamaha entre as senhoras e Ruben Rodrigues em CanAm na classe Promoção. Este ano, a competição SSV tem um novo Troféu associado à Classe Stock destinado aos pilotos que usam amortecedores Fox. Tiago Guerreiro em Polaris foi o vencedor.
No Algarve espera-se novamente muita competição, tanto nos autos como nos SSV.
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