A força mental é um trunfo decisivo na alta competição e em especial no automobilismo onde os níveis de concentração devem estar sempre no topo. António Félix da Costa admitiu que acumulou muita pressão nesta época de Fórmula E, algo que conseguiu contornar.
Um campeão quer sempre mais e procura sempre as vitórias. Félix da Costa não é diferente mas o arranque de época difícil levou a que a pressão sobre o piloto português aumentasse.
“Tenho estado a fazer muita pressão sobre mim próprio para conseguir um bom resultado este ano. Tendo ganho o campeonato no ano passado, estivemos bem este ano, mas nada de especial. Queria realmente vencer aqui. Durante toda a semana, senti-me mal. Tenho estado a trabalhar um pouco com um psicólogo do desporto e fizemos um bom trabalho durante o fim-de-semana, passo a passo, e conseguimos subir todos os degraus.”
Além do trabalho contínuo que é preciso, para vencer é preciso uma ponta de sorte, algo que Félix da Costa admitiu ter tido no final da corrida:
“Há tantos detalhes que me levaram a ser o sortudo, tantas coisas aconteceram antes da corrida para levar a essa situação”, disse ele. “Eu tinha um pouco mais de energia do que o Mitch Evans e sabia que na última volta essa diferença iria crescer. E eu esperei por isso. Para ser honesto, tentei aquela ultrapassagem na Curva 12 pensando ‘OK, eu vou tentar mas provavelmente não vai funcionar’. Ele tem o suficiente para se defender’. Mas foi o suficiente para o apanhar”.
“Ganhar uma corrida de Fórmula E nos dias de hoje é tão difícil. Especialmente este ano, não creio que nenhuma equipa tenha vantagem sobre ninguém. Todos nós temos um entendimento tão grande de como correr e gerir a energia e o fim de semana”.








