A Pirelli foi conservadora na escolha de pneus para este fim de semana, trazendo para Portugal os compostos mais duros da sua gama de borrachas, algo que já foi criticado pelos pilotos.
Lewis Hamilton e Max Verstappen queixaram-se da pouca aderência do asfalto de Portimão, com Hamilton a afirmar que a Pirelli escolheu mal os pneus para este fim de semana. Mas Mario Isola mostrou-se satisfeito com o que viu dos pneus:
“Os treinos livres em Portugal decorreram sem grandes surpresas, além de um pouco mais de vento à tarde que afetou ligeiramente os tempos, tornando a pista mais lenta. O desempenho dos pneus excedeu as expectativas, com apenas um pouco de ´graining´ nos pneus dianteiros esquerdos dos compostos mais macios, de manhã, numa pista “verde”.
“Isto melhorou nas condições mais quentes da tarde. A superfície da pista ainda é lisa, o que por vezes desafia os pilotos a encontrar o nível certo de aderência. Com uma grande penalização de tempo de paragem nas boxes, deverá ser uma corrida de uma paragem no domingo para a maioria dos pilotos e já podemos ver que os três compostos poderão desempenhar um papel importante nisto – e é por isso que todos os compostos foram usados extensivamente ao longo do dia”, concluiu o italiano.
A Pirelli estima que os pneus duros são atualmente cerca de 0,8 segundos por volta mais lentos do que os pneus médios, enquanto os macios são cerca de 0,4 segundos por volta mais rápidos do que os médios. A diferença entre os médios e os duros é ligeiramente inferior ao esperado, enquanto que o intervalo entre os macios e os médios é o previsto.












