Uma das coisas que temos de levar em conta para esta segunda corrida da época é que depois de três dias de testes no Bahrein e três dias de Grande Prémio no mesmo local, as equipas de Fórmula 1 ainda não conhecem em 2021 outro circuito que não o de Sakhir.
Isso torna Imola como uma local em que podem suceder algumas surpresas, pois trata-se dum desafio totalmente distinto face aos que as equipas enfrentaram no Bahrein.
Imola é um circuito histórico, e a sua disposição apresenta um desafio ao melhor estilo da ‘velha guarda’, com pouco espaço para erros, totalmente o oposto do que sucede no Bahrein. É um circuito de ‘velha escola’, bem mais estreito do que o Bahrein e com poucas zonas de escapatória. Tem também um layout muito diferente, com uma natureza bem mais fluida em comparação com as longas retas e grandes travagens que constituem uma parte significativa do Circuito Internacional do Bahrein.
Isso poderá alterar a correlação de forças – especialmente a meio do pelotão, que como se sabe desde os testes, está extremamente equilibrado com a McLaren ligeiramente à frente. A partir daqui, à medida que as diferentes características jogam, ou não, com os pontos fortes de cada carro, podemos ver alterações na ordem.
Para além disso, a meteorologia pode ser outro fator, mesmo que se mantenha o piso seco. Por agora, a previsão é de chuva no dia da corrida, mas se esta não se concretizar, as temperaturas mais baixas de abril na Europa, são um enorme contraste face às temperaturas mais elevadas vistas em Sakhir, mesmo sob os holofotes por ter sido uma corrida noturna. Estas pequenas variáveis podem ter um grande impacto. Resta esperar para ver…










