E se tivermos F1 e Fórmula E no mesmo fim de semana, na mesma pista. É um cenário que neste momento parece impossível mas que Jean Todt, presidente da FIA, não descarta.
“‘Não sou contra a ideia”, disse o francês de 75 anos à Gazzetta dello Sport. “Poderíamos ter um fim-de-semana com ambos, num circuito citadino. Pode funcionar, mas em geral a Fórmula E tem de manter a sua especificidade, o seu sabor futurista”.
Apesar da sua aposta forte nos elétricos, Todt não vê os desportos motorizados a tornarem-se completamente elétricos com os próximos anos.
A possibilidade de termos F1 e Fórmula E no mesmo fim de semana não é algo que deva acontecer tão cedo. A Fórmula E tenta cimentar a sua posição e começa a tornar-se, de certa forma, concorrência da F1, com muitas marcas a preferirem a competição elétrica ao Grande Circo. Por outro lado a F1 tem uma base de fãs fortíssima e pode-se dizer que é uma competição muito mais apelativa, quer ao vivo, quer na TV. Todo este conflito de interesses torna muito pouco provável que as duas competições possam interagir no mesmo fim de semana, para evitar o jogo de comparações que inevitavelmente aconteceria.










É um tiro no pé para a F-e. entre a F1, F2 e F3 e FE temos pena pagam pelas pistas onde correm, não por serem citadinas, mas pela forma como colocam as barreiras e as chicanes.
Engraçado. Li o mesmo do Toto. Seria a morte da F E
Para evitar o jogo de comparações !? Grande disparate. Desde quando é que seria necessário correrem no mesmo fds para ver quais as diferenças ?
Não é preciso ser muito esperto para entender que f1 e f-e são conceitos totalmente diferentes e que a fórmula -E não tem neste momento qualquer pretensão de competir com a fórmula 1 em desempenho puro em corridas longas. Mas em poucos anos a questão já se poderá colocar. Atualmente a limitação na capacidade das baterias é o único obstáculo que impede que os elétricos se assumam como ameaça à formula 1 já que a nível de motores não faltam exemplos de carros de “venda ao público” com potência superior aos 1000hp. Tesla S plaid 1100cv, Pininfarina Battista 1877 cv,… Ler mais »
Os motores de combustão irão permanecer durante muitos anos e com muitas alternativas.
O hidrogenio parece uma solução com pernas para andar, surgem “agora” os combustíveis sintéticos, e no futuro poderão surgir outras alternativas, constatando com a visão há 10/15 anos atrás onde só o elétrico parecia opção.
Sobre as baterias não tenho dúvidas sobre o aumento da autonomia. Já o mesmo não posso dizer sobre fornecer a energia instantânea para a performance de um F1, nos próximos anos.
O hidrogenio e os sintéticos são alternativas válidas, se não mesmo essenciais, mas não necessariamente para o setor automóvel. Faz mais sentido utilizar estes sistemas para a área naval, aeronáutica, ou longo curso rodoviário, as responsáveis pela maior fatia poluidora no que aos transportes diz respeito. Nestas situações seria necessário usar baterias tão grandes e pesadas que inviabilizariam o seu uso. No que ao automóvel diz respeito, os sintéticos são apenas uma forma de agradar às petrolíferas já que no essencial podem manter quase toda a cadeia de produção e distribuição existente, o problema é que não é por se… Ler mais »
As emissões de um combustível sintético vão depender da matéria prima utilizada para o fabrico do mesmo (há muitas tecnologias) Podemos falar em reduções de 60% a 70% de CO. Continua a ter emissões? Certo mas a produção de eletricidade também não é toda renovável. Não percebo o que faz um motor de combustão num carro movido a céluda de combustível. O processo é menos eficiente, mas tem de ser comparado com a eficiência do processo que vai alimentar o carro elétrico e não a eficiência da bateria. Existem ainda sinergias com o fabrico de fertilizantes, uma das principais fontes… Ler mais »
Acho que é demasiado, acho melhor fazerem em fins-de-semana separados, mesmo que seja na mesma cidade, assim os adeptos não têm que escolher que evento ver, se forem ver ao vivo.
Que interesse teria a FE em tornar-se uma corrida de apoio à F1? Faz algum sentido?
São modalidades com conceitos totalmente diferentes e não têm de correr na mesma pista para serem comparadas.
Importante é a FIA e a FIM organizarem bem os calendários para que não haja sobreposição dos principais campeonatos e assim todos possam lucrar.