Jean Todt a favor de F1 e Fórmula E no mesmo fim de semana
E se tivermos F1 e Fórmula E no mesmo fim de semana, na mesma pista. É um cenário que neste momento parece impossível mas que Jean Todt, presidente da FIA, não descarta.
“‘Não sou contra a ideia”, disse o francês de 75 anos à Gazzetta dello Sport. “Poderíamos ter um fim-de-semana com ambos, num circuito citadino. Pode funcionar, mas em geral a Fórmula E tem de manter a sua especificidade, o seu sabor futurista”.
Apesar da sua aposta forte nos elétricos, Todt não vê os desportos motorizados a tornarem-se completamente elétricos com os próximos anos.
A possibilidade de termos F1 e Fórmula E no mesmo fim de semana não é algo que deva acontecer tão cedo. A Fórmula E tenta cimentar a sua posição e começa a tornar-se, de certa forma, concorrência da F1, com muitas marcas a preferirem a competição elétrica ao Grande Circo. Por outro lado a F1 tem uma base de fãs fortíssima e pode-se dizer que é uma competição muito mais apelativa, quer ao vivo, quer na TV. Todo este conflito de interesses torna muito pouco provável que as duas competições possam interagir no mesmo fim de semana, para evitar o jogo de comparações que inevitavelmente aconteceria.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





Não me chateies
13 Abril, 2021 at 20:11
É um tiro no pé para a F-e. entre a F1, F2 e F3 e FE temos pena pagam pelas pistas onde correm, não por serem citadinas, mas pela forma como colocam as barreiras e as chicanes.
jose melo
13 Abril, 2021 at 21:10
Engraçado. Li o mesmo do Toto. Seria a morte da F E
Chicanalysis
13 Abril, 2021 at 21:18
Para evitar o jogo de comparações !? Grande disparate. Desde quando é que seria necessário correrem no mesmo fds para ver quais as diferenças ?
Chicanalysis
13 Abril, 2021 at 21:57
Não é preciso ser muito esperto para entender que f1 e f-e são conceitos totalmente diferentes e que a fórmula -E não tem neste momento qualquer pretensão de competir com a fórmula 1 em desempenho puro em corridas longas. Mas em poucos anos a questão já se poderá colocar.
Atualmente a limitação na capacidade das baterias é o único obstáculo que impede que os elétricos se assumam como ameaça à formula 1 já que a nível de motores não faltam exemplos de carros de “venda ao público” com potência superior aos 1000hp. Tesla S plaid 1100cv, Pininfarina Battista 1877 cv, Rimac C2 1914 cv…só para citar alguns. Tendo em conta a margem de expansão e velocidade a que a tecnologia das baterias tem evoluído não será necessário esperar muito para que o únicos argumentos que restem à fórmula 1 sejam a história e o barulho.
Scb
14 Abril, 2021 at 11:00
Os motores de combustão irão permanecer durante muitos anos e com muitas alternativas.
O hidrogenio parece uma solução com pernas para andar, surgem “agora” os combustíveis sintéticos, e no futuro poderão surgir outras alternativas, constatando com a visão há 10/15 anos atrás onde só o elétrico parecia opção.
Sobre as baterias não tenho dúvidas sobre o aumento da autonomia. Já o mesmo não posso dizer sobre fornecer a energia instantânea para a performance de um F1, nos próximos anos.
Chicanalysis
14 Abril, 2021 at 14:04
O hidrogenio e os sintéticos são alternativas válidas, se não mesmo essenciais, mas não necessariamente para o setor automóvel. Faz mais sentido utilizar estes sistemas para a área naval, aeronáutica, ou longo curso rodoviário, as responsáveis pela maior fatia poluidora no que aos transportes diz respeito. Nestas situações seria necessário usar baterias tão grandes e pesadas que inviabilizariam o seu uso.
No que ao automóvel diz respeito, os sintéticos são apenas uma forma de agradar às petrolíferas já que no essencial podem manter quase toda a cadeia de produção e distribuição existente, o problema é que não é por se introduzir uma percentagem de carburante de origem não fóssil que se vai evitar as emissões. Um viciado em heroína não deixa de o ser por “cortar” a dose com um pouco de metadona. Quanto ao hidrogênio, faz pouco ou nenhum sentido ter um sistema como o fuel cell em que na prática um motor a combustão e uma célula de combustível são necessários para produzir a eletricidade que depois vai alimentar o motor elétrico que faz mover o carro, e tudo isso com uma eficiência energética bastante inferior à de uma simples bateria. Já a combustão direta do hidrogênio líquido obriga a um armazenamento a pressões 100 vezes superiores a um gpl, o que não é muito reconfortante.
Quanto à energia instantânea para o desempenho de um formula 1 o problema é exatamente o oposto do que refere, o difícil não é fornecer a energia necessária às grandes prestações mas sim poder fazê-lo durante todo o tempo de uma corrida de 300 kms. É nesse aspeto que toda a pesquisa se concentra neste momento e os progressos são bastante promissores.
Scb
14 Abril, 2021 at 18:33
As emissões de um combustível sintético vão depender da matéria prima utilizada para o fabrico do mesmo (há muitas tecnologias) Podemos falar em reduções de 60% a 70% de CO. Continua a ter emissões? Certo mas a produção de eletricidade também não é toda renovável.
Não percebo o que faz um motor de combustão num carro movido a céluda de combustível. O processo é menos eficiente, mas tem de ser comparado com a eficiência do processo que vai alimentar o carro elétrico e não a eficiência da bateria. Existem ainda sinergias com o fabrico de fertilizantes, uma das principais fontes de emissão de gases efeito de estufa. E no Brasil até parece que existem carros com células de combustível mas que retiram o hidrogénio do etanol.
Vamos precisar de todas as tecnologias, quer no transporte quer na produção de eletricidade até porque é preciso ter atenção quem nem todas as geografias têm as mesmas condições que a Europa, e se China e India não reduzirem as emissões…
Frenando_Afondo™
13 Abril, 2021 at 21:45
Acho que é demasiado, acho melhor fazerem em fins-de-semana separados, mesmo que seja na mesma cidade, assim os adeptos não têm que escolher que evento ver, se forem ver ao vivo.
Scb
14 Abril, 2021 at 10:54
Que interesse teria a FE em tornar-se uma corrida de apoio à F1? Faz algum sentido?
São modalidades com conceitos totalmente diferentes e não têm de correr na mesma pista para serem comparadas.
Importante é a FIA e a FIM organizarem bem os calendários para que não haja sobreposição dos principais campeonatos e assim todos possam lucrar.