Mais uma excelente corrida em F2. A corrida principal de uma hora (32 voltas) deu-nos emoção, cambalhotas na classificação, mas no final o homem da pole venceu.
Apesar da última afirmação poder indicar que a corrida foi fácil para Guanyu Zhou (Virtuosi Racing) tal não pode estar mais longe da verdade.
Christian Lundgaard (ART) fez um bom arranque e passou Zhou que arrancou mal. O piloto chinês da academia Renault não conseguiu evitar perder mais um lugar para Felipe Drugovich (Virtuosi Racing) ,que subiu para segundo.
Roy Nissany (DAMS) ficou fora de prova depois de um toque de Robert Schwartzman (Prema) cujo fim de semana ia de mal a pior, com a correspondente penalização a ser aplicada.
No recomeço, Drugovich passou Lundgaard enquanto mais atrás Oscar Piastri (Prema) subiu para quarto. Mas a estadia de Drugovich no primeiro lugar demorou pouco tempo, pois Lundgaard tratou de passar o brasileiro de volta. Piastri voltou a dar nas vistas e com uma excelente ultrapassagem despachou Zhou e subiu ao terceiro lugar.
Marcus Armstrong ( DAMS) também estava com bom andamento e em duas curvas subiu de sétimo para quinto, passando Dan Ticktum (Carlin) e Richard Verschoor (MP Motorsport).
Piastri continuava a dar nas vistas na sua estreia na F2 e subia para a segunda posição, passando Drugovich
Zhou não conseguia lutar, prejudicado pelos pneus duros que estavam montados no seu monolugar e era passado por Armstrong,
Théo Pourchaire (ART) aproveitou o trabalho de Ticktum que passou por Verschoor, imitando o piloto da academia Williams, ficando Verschoor a perder, caindo várias posições para o 10º lugar.
Na frente, Lundgaard e Piastri davam-nos uma excelente luta pela liderança, com Piastri a passar para a primeira posição e Drugovich a juntar-se a esta luta. Lundgaard entrou para as boxes para trocar pneus duros na volta 14 e caiu para 13º.
Piastri mantinha-se na frente, mantendo vida nos seus Pirelli. Gianluca Petecof (Campos) terminou a corrida mais cedo com o seu extintor a acionar-se de forma involuntária o que levou a um Virtual Safety Car (VSC). Quem beneficiou foi Piastri que saiu das boxes mesmo a tempo, antes do VSC mantendo-se na frente dos pilotos que já tinham parado, tal como Armstrong que entrou e saiu das boxes em primeiro lugar, o que dava uma oportunidade tremenda ao piloto da academia Ferrari, que tinha começado em 13º. Verschoor, que tinha tido problemas a meio da corrida, estava também em terceiro e a corrida tinha sido virada do avesso.
Mas no recomeço, Piastri voltou a fazer uma espetacular manobra e passou para a frente da prova, com Armstrong a cair para terceiro, atrás de Verschoor. Drugovich, Zhou e Lundgaard eram os pilotos que se seguiam.
Na volta seguinte Verschoor passou Piastri pela liderança, aproveitando a vantagem dos pneus macios contra os duros de Piastri. Armstrong que estava na frente do comboio no recomeço, caiu para sexto, sendo passado por Liam Lawson (Hitech), com Ticktum a repetir o feito. A tarde piorava para Lundgaard e Drugovich, com penalizações por infração do procedimento de safety car, dois de muitos pilotos penalizados. Lawson estava com grande ritmo e passava para quarto, mantendo o nível elevado que vinha revelando ao longo do fim de semana.
Zhou, também com pneus macios, passou Piastri e subiu para o segundo posto, com o australiano a revelar algumas dificuldades nesta fase com os pneus duros.
Nas últimas voltas Verschoor tentou defender-se de Zhou, mas o chinês tratou de recuperar a posição que foi dele no começo da corrida, com Piastri por perto, agora com vantagem nos pneus, tal como Ticktum e Lawson, ambos por perto. Ticktum passou a atacar Piastri, mas o australiano defendia-se com mestria. Na segunda tentativa, Ticktum e Piastri não evitaram o contacto e Piastri ficou parado na pista, que obrigou a novo VSC.
No recomeço Ticktum aproveitou um erro de Verschoor e subiu para segundo, com Lawson preparado para passar o holandês, algo que ficou confirmado pouco depois. Zhou cruzou a linha de meta em primeiro, seguido de Dan Ticktum e Liam Lawson.













