Nicholas Latifi teve um ano de estreia na F1 apagado como a sua equipa, a Williams. A melhor qualificação que fez foi 15º, a melhor classificação em corrida foram três 11º lugares, mas fez muito pouco para conseguir melhor. Face a Russell, perdeu em toda a linha, e como se sabe, o carro também não ajudou em nada. Depois da pior época de sempre da Williams, a equipa deu alguns passos positivos, e este ano é o que se espera de Latifi, que mostre bem mais do que em 2020.
Latifi não é visto como um piloto que possa deslumbrar. Esteve quatro épocas na F2 e apenas em 2019 conquistou o vice-campeonato. O apoio financeiro que o sue pai proporciona tem sido fundamental na sua caminhada, mas Latifi tem uma oportunidade de ouro de prova que pode ser mais do que um mero piloto pagante. Tem do outro lado da box um dos maiores jovens talentos da atualidade e isso não lhe facilita a tarefa, mas pode aprender e evoluir, numa equipa onde a pressão é muito menor nesta fase. Tem de dar um salto qualitativo este ano para afastar as muitas dúvidas que o rodeiam.
“Foi ótimo voltar a correr atrás do volante de forma adequada”, disse Latifi após o teste do Bahrein. “Foi bom puxar pelo carro em piso seco e tirar o pó do inverno. Foi um dia complicado com o vento, mas foi bom conseguir correr um pouco nestas condições, pois havia muito para aprender. Como é normal nos testes de pré-época, houve alguns piões enquanto eu forçava o andamento para ver quais eram os limites. Penso que podemos estar satisfeitos com o número de voltas que concluímos, e agora temos muitos dados a analisar para estarmos o mais preparados possível para a primeira corrida da época”.











