Antes do que parece ser a decisão do Governo – reforçamos que a informação não é oficial, pois divulgada publicamente mas até ao momento em que escrevemos estas linhas não estava confirmada oficialmente – o Promotor desenhou um plano em que quem queria assistir ao MotoGP e à Fórmula 1 em Portimão só iria poder fazê-lo se fizesse um teste que desse resultado negativo à Covid-19, sendo que o valor pago pelo bilhete já incluiria o valor do teste, que poderia ser feito em laboratórios previamente definidos, segundo a localização geográfica de cada um. Foi esta a forma que foi encontrada para possibilitar a existência de público nas duas provas, mas pelos vistos nem isto foi suficiente. Faltaria sempre a aceitação por parte da Direção Geral de Saúde (DGS) e o consequente parecer positivo. Que não deverá chegar.
A lotação da prova de MotoGP seria limitada a 10%, precisamente cerca de 10.000 espectadores, enquanto a Fórmula 1 trabalhava para uma lotação semelhante à que existiu em outubro passado, 25% a 28%.
Depois de tudo o que se passou no GP de Portugal de Fórmula 1 de 2020, o AIA pretendia isolar bancadas, espaçando-as, impedindo que fosse possível as pessoas sentarem-se em filas consecutivas, bem como impedir que mais que dois espectadores se sentassem lado a lado. As cadeiras onde ninguém se poderia sentar iriam ter uma cor identificativa.
Mas infelizmente, apesar da grande notícia de voltarmos a ter o MotoGP e a Fórmula 1 no nosso país, é uma pena que o público não possa estar nas bancadas.
Ironicamente, neste momento, os números da União Europeia a 27 mostram que Portugal é o país que regista, per capita, os números menos maus de novos infetados por dia. De país mais infetado da UE a menos infetado, foram quase dois meses de diferença. Mas talvez seja para não arriscar nada face ao que de bom se tem feito que o Governo prefere não ter público em grandes eventos. Compreensível. É uma pena, mas temos de compreender a decisão, por muito que custe à ‘família’ dos motores, mas convém lembrar que o GP de Portugal de Fórmula 1 não foi fator de propagação do vírus. Existem dados da DGS que o comprovam: não houve qualquer surto originado pelo público presente. Portanto resta aguardar pela decisão final…










