Os pesos mínimos dos carros e das unidades de potência aumentou em 2021. Houve um ligeiro aumento do peso mínimo este ano, tanto para os monolugares, sem combustível, passando de 746 kg em 2020 para 752 kg em 2021, como para o peso mínimo da unidade de potência, passando de 145 kg em 2020 para 150 kg em 2021. Esta mudança pode ser parcialmente explicada como uma tentativa da FIA e da F1 de desencorajar as equipas de utilizar materiais exóticos, que, sendo verdade que permitem poupar muito peso, são proibitivamente caros. O AutoSport visitou a fábrica da Mercedes em Backley, há uns anos, e teve na mão uma peça de 2012 e outra de 2014, um ‘pull rod’, ou haste de comando, da suspensão e a diferença de peso era incrível. Eis o texto que publicámos na altura:
Aldo Costa é o Diretor dos Engenheiros da Mercedes AMG Petronas F1Team e lidera o Departamento de peças ‘baixo peso’ procurando sempre dentro da panóplia de matérias que as regras lhe permitem encontrar novas soluções para equipar o Mercedes. Como exemplo um dos elementos da suspensão, que tivemos oportunidade de pegar e comprovar a diferença: “De 2012 para 2014 conseguimos diminuir o seu peso em 56 por cento. Há outros exemplos, pois a nossa função é desenharmos e desenvolvermos peças mais leves, sempre tentando utilizar novos materiais. Reparem, cada três quilogramas a menos no carro atual significam 0,1s em pista, e embora tenhamos restrições no tipo de materiais, só podemos utilizar alguns tipos de fibras de carbono, para além de sermos obrigados a utilizar componentes específicos, iguais para todas as equipas, tudo o resto podemos desenvolver e por isso todos os anos analisamos e otimizamos”, revelou. Ontem como hoje.












