Depois da Ferrari ter suportado uma época muito má em 2020, ‘lutando’ com um monolugar com muito arrasto e pouco motor para o impelir, na sequência duma enorme quebra de desempenho da unidade de potência, resultante do acordo com a FIA, relativamente ao seu motor de 2019, a Ferrari concebeu para 2021 uma unidade motriz totalmente nova, procurando com isso ultrapassar todos os problemas de 2020, apesar de um forte congelamento dos regulamentos técnicos para este ano. Segundo Enrico Gualtieri, Chefe de Motores: “Como engenheiros de motores, a última temporada em pista produziu uma imagem clara de onde estávamos, e esse foi o nosso ponto de partida. Foi essa consciência, combinada com a nossa determinação, as nossas competências e as dos nossos parceiros que levou à criação da unidade de potência 065/6 para a época de 2021.
Adotámos uma abordagem sistemática, com todos os departamentos – concepção, simulação, desenvolvimento, pista – a trabalhar em conjunto para encontrar todas as oportunidades de melhoria. Juntamente com os nossos colegas do lado do chassis, trabalhámos muito no layout da unidade de potência, para tornar a conceção global do carro o mais eficiente possível. Com o motor de combustão interna, centrámos a atenção em aumentar o seu nível de eficiência térmica, em conjunto com o nosso parceiro Shell, o que produziu uma melhoria no tempo de volta que estimamos em mais de um décimo de segundo.
Estamos também a desenvolver o sistema híbrido e a eletrónica, a fim de rever e otimizar todos os componentes. Tudo isto numa época em que o tempo do banco de ensaios da unidade de potência foi ainda mais reduzido” disse Enrico Gualtieri. Já o ‘chefe’, Mattia Binotto, diz mais:
“Penso que no ano passado a questão principal foi a velocidade nas retas, não só a potência, mas também a potência e o arrasto. Com base nas nossas simulações, e o que podemos ver em termos de potência do dinamómetro, e o arrasto do carro no túnel de vento, penso que recuperámos bastante velocidade nas retas”.











