Yves Matton, o Diretor de Ralis da FIA mantém a esperança de virmos a ter pelo menos um novo construtor no WRC durante o próximo ciclo de regras que como se sabe são de cinco anos. Portanto, segundo o belga, entre 2022 e 2026 o Mundial de Ralis poderá ter mais um construtor a juntar aos três que hoje em dia correm na disciplina, nos WRC/Rally1. Como se sabe, a disciplina tem vários outros construtores a correr, mas nas categorias secundárias: Citroën (C3 R5/Rally2), Škoda (Fabia R5/Rally2 evo), Volkswagen (Polo GTI R5), a Opel (Corsa Rally4), Peugeot (208 Rally4) e Renault (Clio Rally4) têm carros na classe que para o ano se chamará Rally4.
A nova era de tecnologia híbrida deverá ser mais apetecível para os fabricantes de automóveis, e por isso Matton está confiante: “Creio que no final do próximo ciclo de homologação poderemos ter mais um fabricante. Já existiram algumas possibilidades anteriormente, mas a Covid-19 não nos está a ajudar a tentar fazer lobby para tentar convencer alguns fabricantes a aderir. Mas acredito que somos capazes de atrair alguns fabricantes, ainda que não já para 2022”, disse Matton. Se fosse para 2022, há muito o construtor já deveria está a desenvolver o carro, tal como sucedeu com a Citroën e a Toyota para 2017.
Como se sabe, a preocupação é mais imediata pois a Hyundai Motorsport ainda não tem confirmada a sua presença em 2022, ainda que não se espere a saída. Seja como for, até à confirmação, tudo pode acontecer. É mais fácil o WRC ficar apenas com um construtor em breve do que surgir um novo: a Hyundai não confirmou, e a Ford continua a deixar a M-Sport como uma equipa semi-oficial.
A verdade é que a era-WRC do Mundial de Ralis vai terminar, e é bem diferente o número de construtores atuais face aos sete que existiam há precisamente 20 anos. Veja a tabela em baixo e perceba como a crise de 2008 criou imensas dificuldades ao WRC, da qual nunca recuperou na totalidade.
Já alguns meses, o Dirtfish juntou os três Chefes de Equipa das três equipas do Mundial de Ralis, Andrea Adamo (Hyundai Motorsport), Richard Millener (M-Sport/Ford) e Tommi Makinen (Toyota Gazoo Racing), e o tema foi o que fariam para conseguir ter mais equipas no WRC. O resumo das respostas é simples: Gastar muito menos dinheiro, menos ralis e ‘facilitar’ homologação dos carros.
Andrea Adamo (Hyundai Motorsport) é de opinião que uma boa medida seria não obrigar as novas equipas a entrar em ‘full time’ no campeonato, mas sim permitir-lhes que se fossem integrando a pouco e pouco, a exemplo do que a Citroën fez em 2001, para entrar no WRC a tempo inteiro apenas em 2003. Isso daria tempo para trabalhar no desenvolvimento do carro sem começar logo a gastar para uma temporada inteira. Adamo entende também que há demasiados ralis e isso é o que faz os orçamentos disparar mais.
Já Richard Millener (M-Sport/Ford) é de opinião que já o estão a fazer, pois há muito que estão a trabalhar em medidas que visam poupar muito dinheiro, sendo sempre essa a razão que impede mais marcas de virem para o WRC, os orçamentos.
Tommi Makinen (Toyota Gazoo Racing) concorda que fazer 14 ralis e possivelmente mais, como se ponderava antes desta pandemia, é muito caro para as atuais disponibilidades das equipas/construtores, e começava por facilitar a homologação dos carros, dando mais latitude às novas marcas que os quisessem desenvolver.













