Thierry Neuville teve um rali complicado ao ver-se obrigado a mudar de navegador uma semana antes da prova. Numa prova sempre difícil para o fazer, admite que o terceiro lugar era o máximo que poderia aspirar…
Thierry, iniciaste este evento com um novo navegador, Martijn Wydaeghe. Como correu?
“Foi há pouco mais de uma semana quando me encontrei numa situação estranha, sem navegador. A certa altura, tivemos de tomar uma decisão e, com a equipa, pudemos decidir ir com o Martyn para este rali. Claramente não sabíamos o que esperar deste rali. Nos últimos anos, tivemos alguma boa velocidade e estivemos no pódio e as minhas expetativas pessoais eram voltar a estar no pódio. Mas tinha de ser realista e saber que poderia ser mais difícil do que pensava. Martijn fez um bom trabalho, ele descobriu as minhas notas no sábado anterior a este fim-de-semana e não foi nada fácil. Houve troços difíceis, mas também outros bons. Temos de aumentar um pouco a velocidade, mas o principal em que queríamos trabalhar era a confiança e fizemo-lo este fim-de-semana”.
Quão difícil foi este trabalho para o navegador?
“Ele já o fez muitas vezes, mas não num World Rally Car, que é muito mais rápido. E trabalhando com os batedores e todas as mudanças que se fazem em Monte-Carlo. Tivemos desde o gelo negro à neve até partes muito escorregadias no asfalto, o topo negro brilhante, muita chuva e água parada. Foi um grande desafio. É difícil encontrar um ritmo, há tantas incógnitas na estrada, mas a cada dia, estávamos a melhorar. Também tive que me habituar à sua voz, que é completamente diferente da do Nicolas Gilsoul. Tive dificuldades no primeiro dia para o ouvir bem, mas trabalhámos para melhorar e, no final, já era suficientemente bom. Gostaria de ter sido primeiro, mas outros pilotos foram mais fortes do que nós”.
Será que esta parceria vai continuar?
“Sim, penso que sim. Pelo menos para o próximo rali, o Martin estará no carro, e se ele fizer as coisas que eu lhe estou a pedir, tenho a certeza que este ano ele estará no carro para muitos mais ralis. Ele impressionou-me, está sempre a controlar a situação, mesmo antes do primeiro troço, não o senti nervoso. Antes do primeiro troço, talvez eu estivesse mais nervoso do que ele! Parabéns a ele”.
Podias ter feito mais alguma coisa?
“Normalmente, eu estaria a lutar pela vitória, mas o carro não estava para aí virado, e penso que não teríamos sido capazes de igualar os tempos que o Seb estava a fazer em alguns troços. No final, penso que o terceiro lugar teria sido, de qualquer forma, o nosso lugar. Essa é a razão pela qual temos de estar satisfeitos com este início da época”.












