O desporto mundial tem se adaptado às exigências da pandemia e os estádios, autódromos e pavilhões são obrigados a permanecer praticamente vazios.
É uma visão de filme de ficção cientifica, ver grandes estruturas a receberem provas despidas de público. Falta o calor humano, falta a emoção, falta o barulho ensurdecedor dos milhares de apaixonados que vão ver ao vivo a sua paixão. Lewis Hamilton não gostou da sensação de correr sem público e considera que falta a alma do desporto sem os fãs:
“Tem havido uma sensação de vazio quando os fãs não estão lá”, disse Hamilton. “A Fórmula 1 não é a mesma. Quando se passa na linha de meta normalmente vemos os fãs, e agora não há ninguém lá. Não é a mesma coisa. Perdeu-se o espírito, penso eu. O espírito são as pessoas e os adeptos e eu senti muita, muita falta disso este ano. A energia que vocês dão, penso que as pessoas não percebem quão inacreditável é a luz e a energia que têm e que projetam. É eletrizante e contagiosa e este ano não tivemos isso, por isso tivemos de tentar substituí-la por outra coisa que não é tão boa”.
Não é garantido que 2021 traga o regresso à normalidade tão desejada, o que implica o regresso dos fãs aos circuitos. Mas se provas faltavam sobre a importância dos fãs, estas foram dadas este ano. O desporto sem fãs não existe.










