Ainda faltam umas horas para o fim da época de Fórmula 1, mas há um dado que já pode ser analisado. A luta de colegas de equipa em qualificação. É sempre um tema interessante, já que havendo diferenças entre todos os monolugares das 10 equipas do plantel, a melhor comparação possível é sempre entre colegas de equipa e nesse particular há dados interessantes.
O primeiro é que só houve dois casos em que um dos pilotos foi completamente ‘esmagado’ em qualificação. Alex Albon, na Red Bull e Nicholas Latifi, na Williams. Em todos os restantes houve mais ou menos equilíbrio.
De referir que nesta lista nem todas as somas redundam em 17 qualificações, já que há vários casos em que não faz sentido atribuir uma derrota a um piloto, quando este teve qualquer tipo de problema que distorce o resultado. Neste caso, e para além das ausências/pilotos substitutos (aconteceram vários este ano), na McLaren houve várias nuances que só permitem comparar 13 qualificações.
Regra geral, e apesar dos ‘resultados’, houve imensos casos com diferenças ‘marginais’.
Por exemplo, apesar de Lewis Hamilton ter ‘batido’ Valtteri Bottas 12 vezes, face a 5 poles do finlandês a margem entre ambos ficou abaixo de um décimo, em média.
Na Red Bull, Verstappen ‘cilindrou’ Albon (17-0) e a diferença em qualificação foi quase meio segundo. É muito, tendo em conta o nível que se exige aos pilotos da equipa. Por aqui se percebe parte das razões que Albon está com um pé fora da equipa.
Que Lance Stroll é rápido em qualificação, já todos sabemos, e daí que perde apenas 7-5 para Sergio Pérez, com uma margem média de 150 centésimos.
Carlos Sainz bate Lando Norris na McLaren por 8-5, mas por uma margem mínima, menos de meio décimo.
Uma das surpresas do ano foi a derrota de Sebastian Vettel por 14-3 face a Charles Leclerc, e pior do que isso a margem, quase oito décimos de média, que é ‘só’ a maior do ano.
Daniel Ricciardo também bateu Esteban Ocon claramente, por 15-2, sendo a margem também significativa, quase quatro décimos.
Outra diferença acentuada é a de Pierre Gasly face a Daniil Kvyat, 12-4, mas aqui a média de diferença é mais ou menos curta, menos de dois décimos.
George Russel bate Nicholas Latifi por 16-0 e esta é a segunda diferença mais acentuada do ano entre colegas de equipa, quase seis décimos.
Na Alfa Romeo, Antonio Giovinazzi bate Kimi Raikkonen po 9-8, com uma média de margem menor que meio décimo.
Por fim, Kevin Magnussen bate Romain Grosjean por 7-6, com uma margem, também, irrisória, menos de meio décimo.
São dados interessantes que mostram claramente algumas diferenças entre colegas de equipa, que por sua vez se refletem nos resultados em corrida, ainda que aí entrem na equação muito mais variáveis.
Claro que o que conta no final para a ordem no campeonato, são os pontos, mas as qualificações mostram a rapidez natural de cada piloto.
Assim que possível, vamos fazer uma tabela de campenoato, de acordo com as ‘classificações’ das qualificações e depois compará-la com a das corridas.












