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Fórmula E: Audi abandona para apostar em Le Mans e Dakar

Fábio Mendes by Fábio Mendes
30 Novembro, 2020
in DAKAR, FORMULA E, TT, VELOCIDADE, WEC
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Audi diz adeus ao DTM: E agora, o que se segue? WRC?

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É a primeira saída de peso na Fórmula E, depois de uma trajetória sempre a subir. A Audi vai mudar o seu plano para o automobilismo e irá sair do agora campeonato do mundo para apostar em Le Mans e no Dakar.

2021 será o último ano da equipa germânica no campeonato 100% elétrico. Embora a equipa de fábrica da Audi esteja de saída, a marca deverá ser representada no grid de 2021/22 pela Envision Virgin Racing (cliente da unidade motriz alemã), que completará a era Gen2 com o hardware fornecido pela Audi.

A saída da Audi encerrará um ciclo de quatro temporadas como equipa de fábrica, embora tenha estado presente desde o começo da Fórmula E em 2014.

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Está saída deverá abrir uma vaga para outro fabricante e nomes como a Hyundai, Maserati, Ford, Mugen, GM e a futura marca 100% elétrica da Aston Martin, Lagonda, têm mantido uma vigilância atenta sobre o campeonato nos últimos anos.

A aposta no endurace surge sem surpresa, uma competição a que a marca de Ingolstadt está fortemente ligada, pelos sucesso do passado. A nova era dos Hipercarros e dos LMDh abre uma nova janela de oportunidades e a entrada da Audi no WEC seria motivo de regozijo para o ACO que veria assim o seu portfolio de marcas aumentar com mais um nome de peso, a juntar à Toyota e à Peugeot. A experiência acumulada no WEC e a relativa facilidade de montar um programa LMDh, numa plataforma cuja relação custo / benefício é interessante faz todo o sentido para a estrutura germânica, que deverá irá para a pista com o objetivo de conquistar Le Mans e Daytona.

Já a aposta no Dakar, a começar em 2022, aparece com alguma surpresa e será a estreia da marca no mais duro rali do mundo. O Dakar vira-se também para as energias alternativas e a Audi vê aqui uma plataforma interessante para testar novas soluções. O protótipo a ser usado deverá contar com motor elétrico, cuja energia será fornecida por um motor de combustão TFSI de alta eficiência.

Audi é o primeiro fabricante de automóveis a comprometer-se a desenvolver um conceito alternativo viável para o Rally Dakar. Em 2012, a Audi conquistou a primeira vitória de um carro de corrida híbrido nas 24 Horas de Le Mans.

A Audi continua fez uma mudança radical no seu programa de motorsport, mas aposta em dois conceitos interessantes e que deverão agradar aos fãs.

Fábio Mendes

Fábio Mendes

Em 2013 criei um blog com um grupo de amigos, que me abriu as portas para o fantástico mundo do motorsport e do AutoSport, onde escrevo desde 2017.

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9 Comentários
João Pires Antunes
João Pires Antunes
5 anos atrás

Pode ser uma boa notícia para o Filipe Albuquerque… o regresso da Audi a Le Mans.

Cágado1
Cágado1
5 anos atrás

Que falta de direcção estratégica, passam a vida a mudar as agulhas. Ainda agora refrescaram a equipa de FE, 1º com o envolvimento oficial, depois com a promoção do Rast. Estarão com medo da Mercedes e Porsche?… Muito decepcionado. Mas claro que contente com a entrada no LMDh.

Fast Turtle
Fast Turtle
5 anos atrás

O grupo VW anda lá com duas marcas para que? Fizeram como no WEC. Entra a Porsche e sai a n audi.

Ricardo Barbosa
Ricardo Barbosa
Reply to  Fast Turtle
5 anos atrás

Estou de acordo consigo, mas a Fórmula E neste momento é um bom merchandising para as marcas que tanto investem na electricação dos seus automóveis.

Cágado1
Cágado1
5 anos atrás

Sem contar com este absurdo que me escapou na primeira leitura: “O protótipo a ser usado deverá contar com motor elétrico, cuja energia será fornecida por um motor de combustão TFSI de alta eficiência”. Isto não faz sentido. Perde-se energia ao armazenar nas baterias; volta a perder-se (pouca) no motor eléctrico. É muito mais eficiente energeticamente passar directamente da combustão à tracção, a não ser que se tenha múltiplas unidades geradoras de difícil ligação simultânea à tracção, ou se queiram aplanar curvas de binário – que o eléctrico faz melhor que a combustão interna. Diria eu. Mas a eficiência energética… Ler mais »

Rui Sousa
Rui Sousa
Reply to  Cágado1
5 anos atrás

As locomotivas diesel de elevada potência normalmente é assim que funcionam há já muitas décadas. Têm um motor diesel, ligado a um gerador que produz electricidade, consumida em motores eléctricos junto às rodas. Em algumas das mais recentes começa a existir também uma bateria, não para armazenar energia produzida pelo motor, mas para recuperar a perdida nas travagens. Aí a razão principal é a dificuldade de ter caixas de velocidade que aguentem toda a potência e esforço de tracção exigido. Mas tem outras vantagens, como poder ter o motor no regime de funcionamento ideial. Os sistemas eléctricos são cada vez… Ler mais »

Zacspeed
Zacspeed
Reply to  Rui Sousa
5 anos atrás

Se colocarem um motor em cada roda, vão poder ficar com um curso de suspensão quase “ilimitado” e uma distância ao solo também aumentada.
Penso que será aí a vantagem.

Cágado1
Cágado1
Reply to  Rui Sousa
5 anos atrás

A minha ressalva corresponde precisamente à utilização muito específica das Diesel-eléctricas. Põe um Diesel a trabalhar a elevada rotação e binário, que transmite a um motor eléctrico, com um binário relativamente constante, sem preocupação de desmultiplicação para os arranques, em que a rotação final é baixíssima, mas o binário tem de ser muito elevado, o que pode levar a uma dor de cabeça enorme com as transmissões. É um forma de lidar com um problema mecânico, mas seguramente menos eficiente energeticamente. Um carro de ralis está muito longe de ter as mesmas necessidade que um comboio.

fernandohmaria@gmail.com
[email protected]
Reply to  Cágado1
5 anos atrás

Os Dumper mais eficientes são assim há muitos anos. Os tanques de guerra médios e ligeiros, com rodados de pneu, mais modernos, também. Tem muitas vantagens: São mais leves pois eliminam as pesadíssimas transmissões com caixas de transferências. Em desaceleração além de recuperar energia o motor eléctrico serve de ralentizador com enormes benefícios na travagem. Não tendo que haver alinhamento físico dos componentes da transmissão há uma muito maior liberdade de projecto. O motor é hipereficiente porque trabalha em regime estacionário (tal qual um Terex Titan). Trabalha num regime muito estreito de rotações onde se encontra a eficiência máxima e… Ler mais »

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