Ainda não deve ser desta que vamos ficar a saber se o Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 volta após 24 anos de ausência… ou não.
Numa altura em que a temporada de F1 de 2020 está finalmente prestes a arrancar com a primeira de duas corridas sucessivas na Áustria, que formam a abertura de um conjunto inicial de oito corridas, as únicas agendadas até agora, o presidente e CEO da Fórmula 1, Chase Carey, revelou que mantém o objetivo de organizar entre 15 e 18 corridas até ao final do ano, e já em Spielberg disse que os adeptos podem esperar que a próxima “parte” do calendário de Grandes Prémios seja anunciada em breve: “Penso que nas próximas semanas vamos anunciar, pelo menos mais uma parte do calendário” começou por dizer Carey deixando perceber que há ainda questões que não ‘alinhavadas’.
“Idealmente gostaríamos de revelar, pelo menos, toda a segunda metade do calendário. Há uma série de corridas que já sabemos que constarão no calendário, mas não o quero abordar de forma fragmentada, gostaria do revelar por inteiro. Mas para fixar as datas, precisamos de saber que outras corridas constarão do calendário. Falámos em 15-18 corridas e ainda nos sentimos confortáveis tendo isso como um alvo. Neste momento temos uma série de corridas essencialmente ‘fechadas’, apenas ainda não fixámos a data. E há uma série de outros locais com os quais estamos a avançar, tentando fixar uma data. Temos alguns que estão muito mais em risco, devido às circunstâncias desses países. Quando se olha para os EUA, México, Brasil, claramente neste momento parecem estar a ter uma maior incidência de infeções que outros países, por isso estamos a tentar obter orientações relativamente ao que é possível, e o que podemos fazer. Precisamos de saber se podemos correr num determinado local? Haverá restrições à nossa capacidade de entrar e sair de um país de uma forma funcional? E até certo ponto, estamos também a tentar responder à questão da presença de público nas bancadas, pois gostaríamos de ter adeptos nas nossas corridas. É uma possibilidade”, disse Carey que explicou a dificuldade das escolhas quando se fala de corridas que estão longe no tempo: “Um dos desafios de olhar para um possível calendário é o facto de estarmos a tomar decisões a quatro meses de distância. Tentar perceber como vai estar uma zona em novembro é difícil. Mas, em última análise, precisamos de planear com antecedência. Portanto, há um ponto no tempo em que temos apenas de tomar decisões baseado no que sabemos nesse momento e penso que isso será em breve”, concluiu. O que nos dizem estas palavras: Carey gostava que a F1 fosse aos EUA, México e Brasil, mas a decisão tem que ser tomada rapidamente. Por isso é cada vez mais certo que vai haver GP de Portugal de F1, mas até ao momento do anúncio, estará sempre em dúvida…











