Depois da paragem forçada pela pandemia mundial de Covid-19, o Team Hyundai Portugal já testou duas vezes, uma em terra outra em asfalto, em preparação para as restantes provas da época. Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, estão contentes pelo regresso: “Foi uma paragem longa, é muito bom estar de volta”, começou por dizer Bruno Magalhães, que subiu ao pódio no arranque do CPR, em Fafe e Felgueiras. Com o Rali de Castelo Branco à ‘vista’, o teste em asfalto revestiu-se de grande importância, ao mesmo tempo que o teste em terra serviu para corrigir o que esteve menos bem em Fafe: “No asfalto testámos algumas coisas com um filosofia um pouco diferente, e estamos otimistas. Fizemos uma excelente fase de asfalto no ano passado, nos últimos quatro ralis discutimos sempre a vitória em todos eles, ganhámos dois e os outros dois um perdemos por oito segundos e outro por 13 segundos, estivemos sempre na luta.
O Rali de Castelo Branco do ano passado correu mal, mas foi um ponto de viragem, pois discutimos o título até ao último troço”, prosseguiu Bruno Magalhães, depois de ter feito uma primeira metade de época abaixo das possibilidades: “Este ano estamos a trabalhar bem, no Rali Serras de Fafe, o resultado foi bom, a exibição mais ou menos, o carro não estava a 100% e no recente teste que fizemos comprovámos isso mesmo. Agora, já temos a configuração de terra para poder abordar o Rali dos Açores (ndr, se for confirmado no calendário) e já trabalhámos no asfalto. As sensações foram boas, mas Castelo Branco é um rali muito específico, tem zonas muito sujas, e portanto é preciso ter máxima confiança no carro para abordar essas zonas. Esperamos estar muito mais competitivos que o ano passado nesta prova, isso, sem sombra de dúvida”, disse Bruno Magalhães que está convicto que o campeonato vai ser novamente muito equilibrado: “Toda agente está com muita vontade, estava tudo em casa há meses a pensar quando poderia ter um rali outra vez, o campeonato está competitivo, acho que no asfalto as forças ainda se equilibram mais, portanto tem tudo para ser novamente um grande campeonato”.

Bruno Magalhães e Carlos Magalhães vão ser segundos na estrada, o que diminui a probabilidade de apanhar os troços muito sujos, e isso é um ponto importante, e positivo, mas no seu ponto de vista, o importante mesmo é o regresso dos ralis: “Tenho pena que não se faça o Qualifying, mas compreendo que estamos numa época de transição, temos que levar o rali para a frente e é preciso que todos nós, todos juntos, tenhamos alguma capacidade de encaixe porque o mais importante não é isso, mas sim levar as coisas para a frente” prosseguiu Bruno Magalhães que está espera ver muito público nos troços: “Não há zonas espetáculo, mas as pessoas podem espalhar-se pelos troços, e cada um tem a sua responsabilidade de cumprir o distanciamento social da mesma forma que o tem que fazer noutro sítio qualquer. Deixou de haver zonas espetáculo, que eram zonas de aglomerados de público. O Rali de Castelo Branco é um evento aberto que qualquer um pode ir ver mas têm que cumprir as regras de distanciamento social. Este rali vai servir de exemplo, tem que correr bem, e nós próprios, os pilotos vamos ter que dar o exemplo. Todos têm que ter bom senso, pois é muito importante os ralis irem para a frente, e não só os ralis, todas as outras modalidades todas, claro” disse Bruno Magalhães que termina com uma mensagem para os adeptos: “Felizmente para todos os que gostam de ralis, as provas estão de volta e portanto neste momento é hora de quem realmente gosta de ralis, unir-se e levarmos este desporto para a frente. E portanto, todos nós temos responsabilidade social, neste aspeto, seja pilotos equipas ou público e acho que todos temos que estar mais unidos do que nunca para ter o nosso desporto de volta que isso é o mais importante”, concluiu.











